Domingo 17/04/2016 - 16:00

Bernardo Rubinger de Queiroz, Patos de Minas

2
URT URT
  • Jonathan Balotelli
  • Ramos
Pós-jogo
2
Atlético-MG Atlético-MG
  • Douglas Santos
  • Clayton

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Do UOL, em São Paulo

Muricy Ramalho colocou em campo diante do Corinthians a sexta escalação do São Paulo em seis jogos em 2015. Por um misto de opção tática, preservação de jogadores e oportunidade aos jovens, o treinador são-paulino não repetiu o time na temporada. Nesta quarta, uma equipe surpreendente, com algumas mudanças inéditas para o clássico, não deu certo: o time foi dominado e derrotado sem contestação em Itaquera.

Na estreia, defesa com Toloi e Edson Silva, Thiago Mendes no meio e Kardec e Luis Fabiano no ataque. Depois, Lucão ganhou lugar na defesa, Pato no ataque; Ganso voltou ao meio. No clássico com o Santos, chance para o garoto Ewandro. Contra o Bragantino, última partida, esquema com três zagueiros, estreia de Doria e Centurión, com o garoto Boschilia entre os titulares.

Diante do Corinthians, foram três mudanças inéditas: pela primeira vez no ano, Michel Bastos atuou na lateral esquerda; Doria, que só havia atuado com três zagueiros diante do Bragantino, jogou em uma formação com dois defensores. O meio com Denilson, Souza, Maicon e Ganso também apareceu pela primeira vez em 2015.

As surpresas vieram depois de uma semana repleta de mistérios: enquanto Tite revelou a escalação corintiana na terça, Muricy fechou os treinamentos, e deixou claro desde a semana passada que não revelaria a escalação. A estratégia não deu certo.

Um dos principais destaques do time na temporada, Michel Bastos não repetiu as boas atuações na lateral. Após o jogo, repetiu um discurso adotado já no começo do ano, de que rende mais no meio de campo. "Eu sei jogar, lógico, mas acho que hoje eu posso dar um pouco a mais em outra posição. Hoje o Muricy optou por isso para dar possibilidade a outro jogador, tentei dar meu máximo. A gente sempre quer jogar na nossa função", disse.

Dória também não foi bem, e vacilou em alguns lances. Na saída de campo, se irritou com perguntas sobre seu preparo físico. "Com certeza, estou preparado sim", disse, antes de deixar a zona mista.

O meio até trocou mais passes do que o Corinthians, mas, com dois centroavantes de pouca velocidade, Maicon e Ganso não encontraram espaço para enfiar as bolas. Cássio praticamente não trabalhou no Itaquerão.

Depois da partida, o próprio Muricy Ramalho reconheceu que as mudanças não surtiram efeito. "Quis liberar os dois laterais, os dois atacantes e o Ganso, mas não surtiu efeito. Não teve penetração, não teve jogada de fundo do campo. Para classificarmos na Libertadores, é muito pouco. Só com isso não tem condições".

O São Paulo volta a campo no sábado, diante do Audax, no Morumbi. Possivelmente, terá a sétima escalação da temporada. A missão, agora, é encontrar o time ideal antes de voltar a atuar pela Libertadores, diante do Danubio, na quarta-feira.
 

Fases do jogo

  • Primeiro tempoO Atlético-MG foi superior ao adversário durante todo o compromisso, mas encontrou dificuldades para balançar a rede e reter a posse de bola no campo de ataque. Não é à toa que, com menos de cinco minutos, teve a sua rede balançada por Jonathan Balotelli. O atacante da URT arrancou com a bola dominada da defesa, passou facilmente por Marcos Rocha e apenas deslocou de Victor. Com o resultado negativo parcial, o Atlético avançou as linhas de jogo e pressionou o adversário com mais frequência. O empate chegou graças à nova forma de jogar da equipe. Douglas Santos aproveitou sobra em cobrança de escanteio e mandou para o fundo do gol de Follmann.
  • Segundo tempoNa volta do intervalo, o Atlético-MG seguiu incomodando o adversário, mas não foi o suficiente para balançar a rede de Follmann. Com mais posse de bola, o visitante encontrou dificuldades para trocar passes, sobretudo devido ao péssimo do estado do gramado. Mesmo com todas as complicações, tudo caminhava para um triunfo do time comandado por Diego Aguirre. Mas foi o mandante quem voltou a marcar. Ramos aproveitou falha de Victor em cobrança de escanteio e mandou para o fundo da rede. O Atlético seguiu pressionando e Lucas Pratto, inclusive, desperdiçou uma cobrança de pênalti. Foi o primeiro perdido pelo atacante argentino desde a sua chegada à Cidade do Galo. O erro do camisa 9 deixou o elenco nervoso e chances foram perdidas uma atrás da outra. Mas a 15 minutos do fim, o atleta se redimiu e colocou Clayton em condições de marcar. O jovem não desperdiçou e igualou o marcador.

Destaques

  • Um pastoO gramado do estádio Bernardo Rubinger de Queiroz, em Patos de Minas, está em péssimo estado e atrapalhou bastante o desenvolvimento do jogo por parte das duas equipes. Em uma das áreas, há um buraco em que foi instalado um cano que auxilia no sistema de irrigação do campo. O buraco está justamente sobre a linha da grande área. Victor, inclusive, utilizou calça ao invés de calção no confronto.
  • No banco, professor?Artilheiro do Atlético-MG na atual temporada, com dez gols assinalados - nove no Campeonato Mineiro e um na Copa Libertadores -, Robinho ficou entre as opções do treinador no banco de suplentes. O Rei das Pedaladas foi poupado, sobretudo devido ao gramado. Aguirre, no entanto, não quis explicar por que o camisa 7 permaneceu no banco de reservas.
  • Perdeu!Lucas Pratto garante que nunca havia desperdiçado um pênalti em sua carreira. No Atlético-MG, ao menos, esta é uma verdade. O atacante balançou as redes adversárias em cobranças deste tipo dez vezes. Na tarde deste domingo (17), ele não marcou desta forma pela primeira vez. O camisa 9 mandou longe do gol de Follmann quando foi exigido.

Melhores

  • Jonathan Balotelli, URTO centroavante balançou a rede adversária e foi preponderante para o futebol apresentado pela URT. Com boas tabelas e lances de velocidade, deu muita dinâmica ao setor ofensivo do time mandante.

Piores

  • Lucas Pratto, Atlético-MGO atacante ganhou o carinho da torcida do Atlético-MG na temporada passada ao terminar o ano como artilheiro da equipe, com 19 gols assinalados. Entretanto, neste ano, ele tem encontrado dificuldades para manter o rendimento. Um bom exemplo é o pênalti desperdiçado no jogo de ida da semifinal do Campeonato Mineiro.

Melhores notas

  • URT
  • Atlético-MG
Avaliação
dos usuários
do Placar UOL
3
7,3
Alex Murici
4
8,3
Douglas Santos
 
5
7,3
Carlos Magno
7
8,2
Junior Urso

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