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Quarta-feira 23/03/2016 - 21:45

Pacaembu, São Paulo

11ª rodada

1
São Paulo São Paulo
  • Calleri
Pós-jogo
0
Botafogo-SP Botafogo-SP

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Do UOL, em São Paulo

Muricy Ramalho colocou em campo diante do Corinthians a sexta escalação do São Paulo em seis jogos em 2015. Por um misto de opção tática, preservação de jogadores e oportunidade aos jovens, o treinador são-paulino não repetiu o time na temporada. Nesta quarta, uma equipe surpreendente, com algumas mudanças inéditas para o clássico, não deu certo: o time foi dominado e derrotado sem contestação em Itaquera.

Na estreia, defesa com Toloi e Edson Silva, Thiago Mendes no meio e Kardec e Luis Fabiano no ataque. Depois, Lucão ganhou lugar na defesa, Pato no ataque; Ganso voltou ao meio. No clássico com o Santos, chance para o garoto Ewandro. Contra o Bragantino, última partida, esquema com três zagueiros, estreia de Doria e Centurión, com o garoto Boschilia entre os titulares.

Diante do Corinthians, foram três mudanças inéditas: pela primeira vez no ano, Michel Bastos atuou na lateral esquerda; Doria, que só havia atuado com três zagueiros diante do Bragantino, jogou em uma formação com dois defensores. O meio com Denilson, Souza, Maicon e Ganso também apareceu pela primeira vez em 2015.

As surpresas vieram depois de uma semana repleta de mistérios: enquanto Tite revelou a escalação corintiana na terça, Muricy fechou os treinamentos, e deixou claro desde a semana passada que não revelaria a escalação. A estratégia não deu certo.

Um dos principais destaques do time na temporada, Michel Bastos não repetiu as boas atuações na lateral. Após o jogo, repetiu um discurso adotado já no começo do ano, de que rende mais no meio de campo. "Eu sei jogar, lógico, mas acho que hoje eu posso dar um pouco a mais em outra posição. Hoje o Muricy optou por isso para dar possibilidade a outro jogador, tentei dar meu máximo. A gente sempre quer jogar na nossa função", disse.

Dória também não foi bem, e vacilou em alguns lances. Na saída de campo, se irritou com perguntas sobre seu preparo físico. "Com certeza, estou preparado sim", disse, antes de deixar a zona mista.

O meio até trocou mais passes do que o Corinthians, mas, com dois centroavantes de pouca velocidade, Maicon e Ganso não encontraram espaço para enfiar as bolas. Cássio praticamente não trabalhou no Itaquerão.

Depois da partida, o próprio Muricy Ramalho reconheceu que as mudanças não surtiram efeito. "Quis liberar os dois laterais, os dois atacantes e o Ganso, mas não surtiu efeito. Não teve penetração, não teve jogada de fundo do campo. Para classificarmos na Libertadores, é muito pouco. Só com isso não tem condições".

O São Paulo volta a campo no sábado, diante do Audax, no Morumbi. Possivelmente, terá a sétima escalação da temporada. A missão, agora, é encontrar o time ideal antes de voltar a atuar pela Libertadores, diante do Danubio, na quarta-feira.
 

Fases do jogo

  • Primeiro tempoA mudança do habitual esquema tático não funcionou. No 4-3-2-1 armado para esta quarta-feira, o São Paulo ficou quase inofensivo. Começou o jogo com pouquíssima criatividade e, durante a primeira etapa, só levou perigo em finalizações de Calleri após jogada de Hudson pela direita. Depois disso, teve o controle da posse de bola, mas chegou a sofrer: Carlinhos cobrou escanteio enquanto Hudson e Caramelo ainda tomavam água no banco de reservas, e o Botafogo armou contra-ataque perigosíssimo. A jogada terminou com finalização de Serginho e grande defesa de Denis.
  • Segundo tempoEdgardo Bauza fez uma substituição e uma mudança tática no intervalo: tirou Carlinhos, que jogou como volante, e colocou o jovem meia Lucas Fernandes. O 4-3-2-1 voltou a ser 4-2-3-1, porém sem pontas abertos no ataque. A mudança surtiu efeito e o São Paulo transformou a posse de bola improdutiva em um domínio de jogo mais ofensivo e perigoso ao Botafogo. Uma das chances mais claras foi com o zagueiro Maicon, que pegou rebote de escanteio e finalizou por cima do gol. Nos últimos minutos da partida o atacante Leo, do Botafogo, recebeu de frente para Denis, sem marcação, e perdeu gol incrível. O gol de Calleri saiu em passe milimétrico de Ganso, a cinco minutos do fim.

Destaques

  • DesfalcadoEdgardo Bauza teve 10 desfalques para a partida: Renan Ribeiro, Breno, Wesley, Rogério, Wilder e Michel Bastos (lesionados); Thiago Mendes (suspenso; e Mena, Rodrigo Caio e Lyanco (seleções)
  • Capitão definido?Apesar de Diego Lugano ter sido escalado novamente, o goleiro Denis manteve a braçadeira de capitão

Melhores

  • João Schmidt, São PauloDominou o meio de campo e a trinca de volantes do São Paulo. Mostrou mais dinâmica do que habitualmente e chegou bem ao campo ofensivo, sempre com passes criativos e iniciando boas jogadas.
  • PH Ganso, São PauloO camisa 10 não marcou gol como nos últimos jogos, mas teve mais uma atuação de destaque. O São Paulo só conseguiu jogar quando a bola passou pelo pé dele. Quase fez lindo gol em jogada de contra-ataque no segundo tempo. No fim, deu assistência para o gol de Calleri.

Piores

  • Caramelo, São PauloLateral são-paulino começou pela direita e não conseguiu acompanhar as jogadas do time. Foi visto fora do lugar certo em diversos momentos, principalmente nas investidas ofensivas da equipe.

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