Quinta-feira 24/03/2016 - 20:30

Pacaembu, São Paulo

11ª rodada

1
Palmeiras Palmeiras
  • Alecsandro
Pós-jogo
2
Red Bull Brasil Red Bull Brasil
  • Roger
  • Thiago Galhardo

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Do UOL, em São Paulo

Muricy Ramalho colocou em campo diante do Corinthians a sexta escalação do São Paulo em seis jogos em 2015. Por um misto de opção tática, preservação de jogadores e oportunidade aos jovens, o treinador são-paulino não repetiu o time na temporada. Nesta quarta, uma equipe surpreendente, com algumas mudanças inéditas para o clássico, não deu certo: o time foi dominado e derrotado sem contestação em Itaquera.

Na estreia, defesa com Toloi e Edson Silva, Thiago Mendes no meio e Kardec e Luis Fabiano no ataque. Depois, Lucão ganhou lugar na defesa, Pato no ataque; Ganso voltou ao meio. No clássico com o Santos, chance para o garoto Ewandro. Contra o Bragantino, última partida, esquema com três zagueiros, estreia de Doria e Centurión, com o garoto Boschilia entre os titulares.

Diante do Corinthians, foram três mudanças inéditas: pela primeira vez no ano, Michel Bastos atuou na lateral esquerda; Doria, que só havia atuado com três zagueiros diante do Bragantino, jogou em uma formação com dois defensores. O meio com Denilson, Souza, Maicon e Ganso também apareceu pela primeira vez em 2015.

As surpresas vieram depois de uma semana repleta de mistérios: enquanto Tite revelou a escalação corintiana na terça, Muricy fechou os treinamentos, e deixou claro desde a semana passada que não revelaria a escalação. A estratégia não deu certo.

Um dos principais destaques do time na temporada, Michel Bastos não repetiu as boas atuações na lateral. Após o jogo, repetiu um discurso adotado já no começo do ano, de que rende mais no meio de campo. "Eu sei jogar, lógico, mas acho que hoje eu posso dar um pouco a mais em outra posição. Hoje o Muricy optou por isso para dar possibilidade a outro jogador, tentei dar meu máximo. A gente sempre quer jogar na nossa função", disse.

Dória também não foi bem, e vacilou em alguns lances. Na saída de campo, se irritou com perguntas sobre seu preparo físico. "Com certeza, estou preparado sim", disse, antes de deixar a zona mista.

O meio até trocou mais passes do que o Corinthians, mas, com dois centroavantes de pouca velocidade, Maicon e Ganso não encontraram espaço para enfiar as bolas. Cássio praticamente não trabalhou no Itaquerão.

Depois da partida, o próprio Muricy Ramalho reconheceu que as mudanças não surtiram efeito. "Quis liberar os dois laterais, os dois atacantes e o Ganso, mas não surtiu efeito. Não teve penetração, não teve jogada de fundo do campo. Para classificarmos na Libertadores, é muito pouco. Só com isso não tem condições".

O São Paulo volta a campo no sábado, diante do Audax, no Morumbi. Possivelmente, terá a sétima escalação da temporada. A missão, agora, é encontrar o time ideal antes de voltar a atuar pela Libertadores, diante do Danubio, na quarta-feira.
 

Como foi o jogo

  • Primeiro tempoA partida começou com poucas chances para os dois times. Aos 18 minutos, Egídio cobrou falta pela esquerda e obrigou Saulo a afastar a bola com um soco. Na sequência, a defesa do Palmeiras vacilou e viu Roger servir Mailson na área. O jogador caiu, mas o árbitro não marcou pênalti. Aos 26, Roger finalizou na área após cobrança de escanteio e a defesa alviverde conseguiu bloquear o chute. Pouco depois, Allione desperdiçou a melhor chance palmeirense: frente a frente com o goleiro, o camisa 20 decidiu servir Erik na área. A zaga do Red Bull conseguiu afastar o perigo. Aos 38 minutos, Vitor Hugo subiu mais que a defesa do Red Bull e mandou a bola rente à trave. No lance seguinte, Rafael Marques caiu na área após jogada de Erik. O juiz mandou seguir e, no contra-ataque, o time visitante abriu o placar: Thiago Galhardo recebeu na área e driblou Dracena e Prass antes de chutar para o gol vazio. O Palmeiras quase empatou nos minutos finais do primeiro tempo, com Rafael Marques, que bateu em cima do goleiro ao concluir da marca do pênalti. Aos 44, Roger ampliou o placar de cabeça, sem marcação, entre os zagueiros do Palmeiras.
  • Segundo tempoO Palmeiras voltou para o segundo tempo com mais um atacante. Alecsandro entrou no lugar do volante Jean. Desorganizado, o time de Cuca quase levou o terceiro gol aos cinco minutos. Edmílson invadiu a área pela esquerda, mas errou o toque para trás. Aos 14 minutos, Egídio cobrou falta e acertou o travessão. Em seguida, o Palmeiras conseguiu diminuir. Após bate-rebate na área, Alecsandro pegou a sobra e empurrou para a rede. O Palmeiras manteve a pressão, mas só voltou a assustar aos 25 minutos, com o lateral Egídio, que bateu de longe e fez Saulo espalhar para escanteio. Em seguida, Allione perdeu a chance de empatar. Livre na área, o camisa 20 chutou para fora ao tentar tirar do goleiro. No final do jogo, Vitor Hugo deu um susto ao sofrer um choque e ser tirado de campo. O Palmeiras terminou o jogo com 10 em campo por já ter feito as substituições.

Destaques

  • Protestos no PacaembuA torcida do Palmeiras começou a protestar contra a diretoria antes de o jogo começar. Após o segundo gol do Red Bull, os espectadores gritaram contra Paulo Nobre e o elenco.
  • Prass no top 100O goleiro palmeirense vestiu a camisa do Palmeiras pela 172ª vez e entrou no grupo dos 100 jogadores com mais jogos pelo clube.

Melhores

  • Alecsandro, PalmeirasO camisa 29 entrou no intervalo no lugar de Jean e demorou pouco tempo para fazer o que Rafael Marques não conseguiu. Mostrou oportunismo no gol.

Piores

  • Rafael Marques, PalmeirasO atacante ganhou uma chance como titular, mas não aproveitou. Na referência do time, pouco fez.

Melhores notas

  • Palmeiras
  • Red Bull Brasil
Avaliação
dos usuários
do Placar UOL
2
6,6
Fernando Prass
3
8,0
Willian Rocha
 
1
5,6
Alecsandro
5
7,8
Thiago Galhardo

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