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Pimpão vê clima dividido e garotos pedindo passagem no Botafogo

Rodrigo Pimpão vive momento complicado no Botafogo e pode perde espaço para jovens atletas - Thiago Ribeiro/AGIF
Rodrigo Pimpão vive momento complicado no Botafogo e pode perde espaço para jovens atletas Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Bernardo Gentile

Do UOL, no Rio de Janeiro

21/08/2019 04h00

Rodrigo Pimpão vive situação inusitada no Botafogo. Enquanto conta com o apoio de jogadores e comissão técnica, o atacante vê o clima pesado com a torcida, que tem pegado em sue pé nos últimos jogos. Além disso, ele pode perder a posição no time titular, já que Rhuan e, principalmente, Lucas Campo, formado nas categorias de base, têm correspondido em campo e pedem passagem.

A perseguição de parte da torcida com Pimpão não é de hoje, mas aumentou sumariamente após o desejo do Botafogo de renovar com o jogador, que tem contrato terminando em dezembro - ele, inclusive, pode assinar pré-contrato com novo clube. A pressão é tão grande que o Alvinegro já reconsidera a opção de oferecer novo contrato ao atacante.

A moral com a comissão técnica e companheiros tem explicação. Dedicado, Pimpão tem um dos melhores salários do elenco e é referência de dedicação nos treinamentos. Além disso, o bom desempenho tático no time o deixa sempre em boas condições de assumir uma vaga no time.

O atacante consegue, por exemplo, marcar com tranquilidade os laterais adversários. Pode parecer pouco e insuficiente para muitos torcedores, mas a característica não é vista em outros atletas, que perdem espaço no elenco por só saberem atacar.

É justamente a dúvida que paira sobre a comissão técnica. Lucas Campos e Rhuan mostraram qualidade ao atacar nos últimos jogos e indicam que merecem uma oportunidade no time titular. Porém, os jovens ainda geram debates sobre se serão capazes de realizar a marcação em seus setores.

"Isso é muito bom. Ter dois jovens talentosos, ambos da base. Muito bom ter essas opções. Entraram na Arena Corinthians e mostraram muita personalidade. Bom para o Botafogo e para o professor Barroca. Temos que ter paciência com os meninos, não podemos queimá-los quando fizerem um jogo mais ou menos. Eles têm total confiança da comissão técnica e nossa também", finalizou Gabriel.