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Corinthians trabalha para decisivo Sornoza ser mais participativo em campo

THIAGO BERNARDES/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
Sornoza capricha no passe para achar Vagner Love no gol do título paulista do Corinthians contra o São Paulo Imagem: THIAGO BERNARDES/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

Samir Carvalho

Do UOL, em São Paulo (SP)

2019-04-24T12:00:00

24/04/2019 12h00

O Corinthians trabalha para tentar alavancar o desempenho do meia equatoriano Junior Sornoza, responsável pela assistência para o gol decisivo marcado pelo atacante Vagner Love, no último domingo (21), na vitória por 2 a 1 no clássico contra o São Paulo, que deu à equipe do técnico Fábio Carille o tricampeonato paulista.

O UOL Esporte apurou que a comissão técnica o considera um atleta de muita qualidade técnica e até decisivo, mas que precisa ter mais participação durante os jogos. O estilo "sonolento" e até sumido em campo, já visto em muitos meias armadores no futebol, incomoda um pouco os profissionais do clube.

Na visão deles, o equatoriano pode brilhar no futebol brasileiro com esse aperfeiçoamento. Apesar dos treinamentos, o "defeito" tem sido corrigido mais na base da conversa, pois os corintianos entendem que isso é uma característica do jogador.

Sornoza terminou o Estadual como principal garçom da competição, com cinco assistências que resultaram em gols. Ao todo, já são nove passes decisivos só em 2019.

De acordo com o Footstats, o camisa 7 foi o corintiano que mais criou jogadas que terminaram em finalizações no Estadual, 28 em 12 partidas, uma média de pouco mais de duas oportunidades aos companheiros por jogo.

Carille, no entanto, já admitiu publicamente que o atleta "tem oscilado com a equipe" e que pode jogar melhor. "Vai crescer com o tempo. É analisar melhor como cada jogador gosta de receber a bola", afirmou o treinador.

Sornoza, por exemplo, foi só o sétimo jogador que mais teve posse de bola durante o Paulista, atrás de nomes como Clayson e Pedrinho, além dos jogadores de defesa como Henrique, Danilo Avelar, Fagner e o goleiro Cássio.

Na grande final, apesar do passe decisivo, ficou apenas 3,7% com a bola nos pés, abaixo de outros seis jogadores.

O jogador se tornou na principal arma para as cobranças de faltas e escanteios, ponto forte do Corinthians nesta temporada, mas tem pouca participação com a bola rolando. No primeiro jogo da decisão, no Morumbi, ele não foi utilizado e permaneceu durante todo o tempo no banco de reservas.

Outro fator levado em consideração são as finalizações. Sornoza ainda não marcou desde a chegada do Fluminense. No Paulista, em 15 tentativas acertou apenas duas vezes no gol.