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É fisicamente impossível manter braço colado ao tronco em lance de Douglas

Tarla Wolski/Futura Press/Folhapress
Imagem: Tarla Wolski/Futura Press/Folhapress
Oscar Roberto Godói

Jornalista e ex-árbitro, esteve sob a chancela da Fifa de 1993 a 2000.

2019-07-15T13:31:25

15/07/2019 13h31

Depois das interpretações dos árbitros que vimos nos jogos Brasil x Argentina, semifinal, e Brasil x Peru, final da Copa América, tenho todo o direito de interpretar e comentar completamente diferente do que vi e ouvi em relação ao pênalti marcado para o Atlético-MG no jogo contra a Chapecoense.

Repeti, várias vezes, o movimento feito pelo zagueiro Douglas e não consegui manter o cotovelo do braço direito "colado" ao tronco. Não precisa ser ou ter sido um esportista, futebolista ou árbitro para saber que, fisicamente, mecanicamente ou qualquer outro ente, é impossível agir diferentemente do que fez o defensor da Chape.

Incrível como o tal do "protocolo da Fifa" está sendo interpretado de acordo com os interesses ou situações. Para felicidade da arbitragem, o goleiro Tiepo defendeu a cobrança efetuada pelo atleticano Ricardo Oliveira.

Seguindo no gênero horrores praticados e amparados pelo "protocolo", o Atlético-MG empatou o jogo beneficiado por uma falta não existente de Márcio Araújo em Jair. Até quando acertou em não marcar pênalti após a bola bater no braço de Léo Silva, o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro se acovardou e, pressionado pelos jogadores da Chape, foi olhar o monitor do VAR mesmo já tendo recebido informações da cabine e decidido pelo reinício do jogo com arremesso lateral para a equipe catarinense.

Continuando minha ranhetice e amparado pelos graus das lentes dos meus óculos, entendo que foi pênalti de David Braz em Henríquez na vitória de 2 a 1 o Vasco sobre o Grêmio, mas o vascaíno também segura a camisa do gremista. O árbitro Rodolpho Toski acertou em marcar falta de Rossi, que colocou a mão no rosto do adversário, no lance que antecedeu aquele que seria o segundo gol do Vasco.

No jogo Corinthians 1 x CSA 0, o árbitro Wagner Reway precisou recorrer ao VAR para advertir Sornoza com cartão amarelo. O lance aconteceu na cara dele e o árbitro não conseguiu memorizar. É mole? Mas acertou em não marcar pênalti de Celsinho em Danilo Avelar. O corintiano se desmanchou todo ao ser tocado pelo adversário.

Quem pensou que o VAR acabaria com as discussões pós-jogo enganou-se, nos enganamos. Porém não podemos condenar a tecnologia por incompetência dos árbitros. E, pelo jeito, a tendência é piorar quando o Brasileirão estiver se definindo na parte superior e, principalmente, no rebaixamento. Tudo amparado pelo PROTOCOLO DO VAR.

Me engana que eu gosto!