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Polícia investiga presidente do Vasco por venda de Paulinho ao Bayer

Atacante Paulinho quando foi apresentado pelo Bayer Leverkusen, ano passado, na Alemanha - Divulgação
Atacante Paulinho quando foi apresentado pelo Bayer Leverkusen, ano passado, na Alemanha Imagem: Divulgação

Do UOL, no Rio de Janeiro

21/08/2019 23h56

A Delegacia de Defraudações da Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu um inquérito para investigar o presidente do Vasco, Alexandre Campello, e o Banco Paulista, por suposta transação ilegal após a venda do atacante Paulinho, em 2018, para o Bayer Leverkusen (ALE) pelo valor de R$ 76 milhões. A informação foi dada inicialmente pelo Globoesporte.com e confirmada pelo UOL Esporte.

A suspeita dos policiais é de que a conta utilizada pelo Vasco no Banco Paulista foi parte de uma ação para desviar o clube de credores, situação que, caso seja comprovada, pode ser enquadrada no crime de "fraude a credores".

O Cruz-maltino tem sofrido uma série de penhoras que têm asfixiado seus cofres, algo que vem inviabilizando a obtenção de um empréstimo de R$ 20 milhões aprovados pelo Conselho Deliberativo no final de junho e que, como consequência, têm deixado funcionários e jogadores com salários atrasados.

Em nota oficial, o Vasco informou que Alexandre Campello se colocou à disposição do promotor de Justiça para prestar depoimento, mas a ação foi descartada pelo mesmo. O clube também classificou como "indevidas" as intervenções das autoridades "em assuntos eminentemente cíveis" e adiantou que "acusações irresponsáveis e criminosas vazadas nesse caso serão objeto de representação para apurar a prática do crime de denunciação caluniosa".

Confira a nota oficial do Vasco:

"O CRVG em nenhum momento deixou de prestar os esclarecimentos por escrito sobre o assunto, juntando toda a documentação pertinente a operação de venda envolvendo o atleta Paulinho e detalhes da nova administração;

O próprio Presidente do CRVG e sua diretoria se colocaram à disposição do Promotor de Justiça para depoimento, avaliado desnecessário pelo mesmo, deixando a cargo da Polícia tomar os termos;

A conta do Banco Paulista já era de titularidade do CRVG, antes da nova administração, e utilizada como intermediário bancário obrigatório nas operações de câmbio, devidamente registrado nos órgãos responsáveis;

Parece indevida a intervenção das Autoridades em assuntos eminentemente cíveis, sendo que todos os fornecedores do CRVG estão sendo contatados para regularizar o pagamento de eventuais valores devidos e em atraso;

Todas as acusações irresponsáveis e criminosas vazadas nesse caso, serão objeto de representação para apurar a prática do crime de denunciação caluniosa, além das ações indenizatórias cabíveis à espécie".