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Top 5 - Relembre os títulos inesquecíveis da história do Corinthians

A torcida do Corinthians se gaba por ter uma trajetória marcada por sofrimento e paixão. Mas títulos importantes também fazem parte desses 100 anos e marcaram diferentes momentos da história. Desde a década de 50, o clube soma conquistas de expressão quando derrubou os rivais e levantou o cobiçado troféu do IV Centenário de São Paulo, passando, em seguida, pelo alívio do fim de um jejum de 22 anos sem títulos. O Paulista de 1982 serviu para coroar o pioneirismo da Democracia Corintiana e antecedeu o esperado primeiro Campeonato Brasileiro em 1990. E se a Libertadores ainda é um sonho, o Mundial de Clubes já se tornou realidade no ano 2000.

IV Centenário de São Paulo - 1954

Arquivo Folha

Após um período de vacas magras na década de 40, o Corinthians apostou na base e se renovou para uma época de conquistas. Nomes como Luizinho, Cabeção, Roberto Belangero e Idário se juntaram aos conhecidos Baltazar, Cláudio e Gilmar, consagrados com títulos do Rio-São Paulo e Paulista. Mas nada era considerado mais importante que o Paulista de 1954, cobiçado por todas as equipes e que comemorava o IV Centenário da fundação de São Paulo. Na penúltima rodada, o Corinthians estava na liderança e enfrentaria o Palmeiras. O Corinthians abriu o placar com Luizinho, de cabeça. Sofreu o empate, mas segurou o resultado que lhe servia e coroou a geração vitoriosa dos anos 50.


Fim da fila em 1977

Folhapress

Foram 8.160 dias de espera. Após mais de 22 anos, o Corinthians finalmente conquistou o título paulista que representou o "fim da fila". O último grito de campeão havia sido em 1954, na conquista do Paulistão. Desde então, uma nova geração passou pelo "faz-me-rir", a passagem de Rivellino, a invasão no Maracanã e os deboches dos rivais. Até que em 13 de outubro de 1977, o 'pé-de-anjo' de Basílio devolveu a alegria ao torcedor corintiano. Foi suado. Aos 37 minutos do segundo tempo, Vaguinho chutou, a bola ainda bateu na trave, Vladimir cabeceou, o zagueiro rebateu e Basílio chutou forte para decretar a vitória sobre a Ponte por 1 a 0 no terceiro jogo.


Democracia Corintiana brilha em 82

Gilberto R. dos Santos/Folhapress

O título paulista de 1982 provou que futebol e política podem sim andar lado a lado. A conquista coroou a Democracia Corintiana, sistema de autogestão em que jogadores, comissão técnica e diretoria decidiam tudo por voto em plena ditadura militar. Liderado por Sócrates, Wladimir e Casagrande, o movimento deu resultado em campo. Na final do Paulista, o Corinthians jogou contra o favorito São Paulo. A equipe do Morumbi, então bicampeã, contava com craques com passagem pela seleção e era chamada de "A Máquina", mas sucumbiu à força alvinegra. Com a melhor campanha do campeonato, o Corinthians venceu o primeiro jogo da final e tinha o direito do empate. Na etapa final, Biro-Biro marcou dois gols e Casagrande selou o triunfo por 3 a 1.


Primeiro Brasileiro em 1990

Jorge Araújo/Folhapress

No início dos anos 90 o Corinthians vivia um momento de muita pressão para conquistar um título de expressão nacional. O time, considerado modesto, sofreu e se classificou apenas na última rodada, mas se consagrou sob a liderança do goleiro Ronaldo e principalmente do craque Neto, autor de nove gols no torneio. A equipe alvinegra passou por Atlético-MG e Bahia nas quartas e na semi. Na grande final, enfrentou o arquirrival São Paulo. No primeiro jogo, venceu por 1 a 0 com gol de Wilson Mano após cruzamento de Neto. Na partida decisiva, a torcida alvinegra foi ao delírio com o golaço de Tupãzinho aos 9 minutos do segundo tempo, que decretou o primeiro título brasileiro do Corinthians.


Mundial de Clubes em 2000

Vanderlei Almeida/AFP

O título Mundial de Clubes de 2000 é contestado por muitos rivais, mas os corintianos se gabam por serem campeões do mundo com o aval da Fifa. Como não poderia ser diferente, a conquista veio de forma dramática. Após empate em 0 a 0 com o Vasco na final, o Corinthians ganhou nos pênaltis por 4 a 3. Marcelinho Carioca ainda desperdiçou a cobrança, mas Dida pegou o pênalti cobrado por Gilberto e, na última chance vascaína, Edmundo chutou para fora em pleno Maracanã e selou o título alvinegro após deixar para trás clubes como Manchester United e Real Madrid. O atacante Edilson foi o ganhador da "Bola de Ouro". Ele fez dois gols e ficou marcado pela jogada em que colocou a bola entre as pernas de Karembeu, do Real Madrid.


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