UOL Esporte Futebol
 
11/01/2010 - 15h30

Erros do passado na Libertadores servem de lição, mas Fla não abre mão do Estadual

Cauê Rademaker
Em Porto Feliz (SP)

Por dois anos seguidos o torcedor do Flamengo sentiu na pele a expressão “do céu ao inferno”. Em um intervalo de apenas três dias, o Rubro-Negro foi campeão estadual e eliminado de forma traumática nas oitavas-de-final da Libertadores. Muitos atletas do atual elenco estavam nos títulos e nos dramas ocorridos em 2007 e 2008. Contudo, embora digam que as derrotas serviram de lição, o elenco não abre mão do Estadual.

“Nosso desejo maior agora é a Libertadores, mas sabemos da responsabilidade que é atuar no Flamengo. Se não conquistarmos o Carioca, já aumenta a pressão aqui. A gente sabe como é o Flamengo. Um dia você está lá embaixo e no outro está no céu”, disse o goleiro Bruno, titular nas duas temporadas citadas.

Em 2007, o Flamengo venceu nos pênaltis dramática decisão do Estadual contra o Botafogo, em um domingo e, na quarta-feira, estava em campo no Maracanã precisando reverter placar de 3 a 0 sofrido no duelo de ida para o Defensor, do Uruguai. O triunfo veio, mas por apenas 2 a 0 e a eliminação frustrou o torcedor, apagando o brilho do título conquistado dias antes.

Já em 2008 ocorreu um dos maiores traumas da história do clube. Novamente o título estadual veio em cima do Alvinegro e, de novo, o time entraria em campo apenas três dias depois para um duelo de volta pelas oitavas-de-final da Libertadores.

Entretanto, desta vez o oba-oba tomou conta do elenco, diretoria e torcida. Como vencera no México o América por 4 a 2, o Flamengo pisou no gramado do Maracanã para festejar o título estadual e se despedir de Joel Santana, que dirigia pela última vez a equipe. O que se viu, no entanto, foi um show do paraguaio Cabañas, que marcou três gols e classificou os mexicanos.

“Aprendemos com o nosso próprio erro. Não podemos cometer os mesmos erros do passado. Todo ano que passa aprendemos alguma coisa nova. Somos experientes e sabemos das dificuldades que vamos encontrar. Quando chegarmos nesse momento de novo, precisamos parar e conversar para não errarmos”, prosseguiu Bruno.

No entanto, os jogadores não acreditam que a proximidade da disputa de um título estadual possa prejudicar a equipe em um duelo pela Libertadores. Para eles, o desgaste em uma decisão não serve de desculpa para um revés. O objetivo é novamente disputar todas as taças possíveis na temporada, sem priorizar nenhuma competição.

“O Flamengo não pode pensar em relaxar em nenhum momento. Todo mundo quer disputar a Libertadores e o Estadual. Se formos campeões do Carioca, seremos tetra e isso vale muito. É treinar bastante agora para ninguém sofrer depois”, resumiu o sentimento geral o volante Toró, na Gávea desde 2006.
 

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