UOL Esporte Futebol
 
11/01/2010 - 19h22

São Paulo desdenha ação de Diogo na Justiça e aguarda retorno

Carlos Padeiro
Em São Paulo

O São Paulo recebeu nesta segunda-feira detalhes sobre a ação movida pelo lateral Diogo na Justiça do Trabalho. O departamento jurídico do clube considerou ridícula a argumentação da advogada, e o atleta segue obrigado a comparecer normalmente aos treinos no CT da Barra Funda.

“Acho uma reclamação pífia e sem consistência. Ele alega que o contrato com o São Paulo tem mais de cinco anos, o que é proibido pela CBF. Porém, são dois contratos diferentes, um de dois e outro de cinco. O primeiro foi rescindido em 2008 para o registro do atual. Se somar os dois, aí sim dá sete anos, mas com esse argumento o contrato do Rogério já tem quantos anos?”, justificou o diretor jurídico do time tricolor, Kalil Rocha Abdalla, citando o período de 19 anos de Ceni no Morumbi.

Na CBF, consta que o primeiro vínculo de Diogo teve início em abril de 2006. Em 2008, foi rescindido e substituído por um novo contrato com validade de janeiro de 2008 a dezembro de 2012.

“Outra reclamação é que quando terminou o primeiro contrato o São Paulo ficou devendo um mês de salário ao jogador. Isso não faz sentido, e a lei fala em rescisão só para três meses de atraso. Mesmo se houver esse um mês de atraso, entra cobrando isso, não a rescisão”, completou o responsável pelo jurídico do clube.

A reportagem do UOL Esporte ligou para a casa de Diogo. Porém, a mãe do jogador disse que ele não quer falar e nem seus representantes aceitam conceder entrevista.

O jovem de 20 anos faltou aos trabalhos desta segunda, fato que irritou a diretoria. Como não houve uma liminar a seu favor, o lateral segue como funcionário do clube e é aguardado na manhã desta terça.

 

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