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11/01/2010 - 12h37

Washington aposta em pacto com a torcida e reforços para ser campeão

Carlos Padeiro
Em São Paulo
  • Após altos e baixos, Washington celebra apoio da torcida e chegada de reforços para as assistências

    Após altos e baixos, Washington celebra apoio da torcida e chegada de reforços para as assistências

De contrato renovado, Washington inicia o ano com o objetivo de faturar o primeiro título de expressão na sua carreira. O atleta de 34 anos revelou ter recebido propostas de clubes do exterior, porém preferiu ficar no São Paulo porque confia no apoio da torcida para não cair em má fase novamente e na chegada de reforços com características de ‘garçom’.

“O que mais me deixou feliz foi o fato de eu ter conquistado a torcida. No último jogo eles gritaram meu nome, nas ruas todos os torcedores pediram para eu renovar. Foi uma volta por cima muito importante na minha carreira”, celebrou o centroavante, na manhã desta segunda-feira, após treino no CT da Barra Funda.

Em 2009, quando viveu um jejum de gols e virou reserva de Borges, Washington reclamou que a bola não frequentava o ataque e, por isso, ele não tinha oportunidade de marcar os gols. A torcida passou a pegar no seu pé, e ele admitiu falta de confiança.

Até outubro, era quase certo que o veterano não permaneceria no time do Morumbi. Na reta final do Campeonato Brasileiro, porém, ele anotou oito gols em oito partidas e a diretoria decidiu estender seu contrato por mais uma temporada.

Agora, vislumbra um ano diferente, sem altos e baixos. “Estou muito mais encaixado no clube. Já passei um ano aqui, e isso vai facilitar para mim. A média de gols do ano todo foi boa, mas deslanchei no fim e foi essa a imagem que ficou para a renovação. Estou tranquilo e sei o que posso fazer.”

Além disso, o camisa 9 acredita que será mais acionado pelas características de quem foi contratado. “O Ricardo [Gomes] sabe como eu jogo, como rendo melhorar e vai montar a equipe no esquema de jogo para que eu seja finalizador. Não vai fazer eu voltar e buscar a bola, porque não é meu estilo. Os jogadores que vieram são de preparar jogada, como o Marcelinho Paraíba, o Fernandinho, o próprio Léo Lima, e já tinha o Dagoberto, o Jorge Wagner e o Hernanes. O importante é Ricardo ter entendido isso”, observou.

No primeiro ano pelo tricolor, Washington acumulou 32 gols em 57 partidas. No Brasileirão, foram 17 bolas na rede, enquanto os artilheiros Adriano e Diego Tardelli marcaram 19 gols.

O goleador negou que seu salário tenha sido reduzido, já que é um dos mais valorizados do elenco. “Não teve isso que especularam. Foi um negócio ótimo pra mim e para o São Paulo. Estou habituado e com o desejo muito grande de conquistar um título aqui. Eu estava maluco para ganhar aquele Brasileiro [de 2009], e essa vontade aumentou agora”, finalizou.

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