UOL Esporte Futebol
 
14/01/2010 - 17h02

Oscar falta a treino, e São Paulo encaminha caso ao jurídico

Carlos Padeiro
Em São Paulo

Com contrato em vigência, o meia Oscar não se reapresentou ao São Paulo, e a diretoria de futebol encaminhou o caso para o departamento jurídico. O atleta de 18 anos move uma ação na Justiça de Trabalho contra o clube.

Oscar estava com a seleção brasileira sub-19 em um torneio disputado no Uruguai. A competição terminou na última terça-feira, e os cartolas determinaram que ele, Wellington e Henrique voltassem ao CT da Barra Funda na tarde desta quinta.

“É uma situação agora que está nas mãos da diretoria jurídica, assim como o caso do Diogo. A reversão que conseguimos naquela primeira liminar do Oscar coloca o contrato em plena vigência e ele deve ser cumprido”, informou o vice-presidente de futebol Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, citando o lateral-esquerdo, que também abriu um processo trabalhista contra o time do Morumbi e faltou nos últimos quatro dias de treinamento.

Wellington e Henrique, que acompanharam Oscar na viagem, retornaram com a seleção e já compõem o elenco do técnico Ricardo Gomes.

Em dezembro, o meia-atacante obteve uma liminar que rescindia seu contrato e o desvinculava da equipe paulista. Entretanto, o departamento jurídico são-paulino conseguiu cassar o documento dias depois.

Na semana passada, o advogado do jogador tentou reaver a liminar, porém sem sucesso. A audiência conciliatória está marcada para abril, e até lá o atleta é obrigado a cumprir com suas obrigações. Por isso, os cartolas prometem multá-lo durante a ausência.

Com a derrota parcial na Justiça brasileira, Oscar deve ir à Fifa. A entidade que comanda o futebol mundial proíbe que atletas com menos de 18 anos assinem contrato com validade maior do que três anos – o vínculo do meia com o São Paulo tem cinco anos e foi assinado quando ele tinha 16.

Em entrevista ao Painel da Folha, um advogado ligado à Fifa afirmou que a emancipação para prolongar acordos com menores, prática adotada pela equipe tricolor, não é aceita. "A Fifa não quer saber se o jogador é capaz ou não de assinar contrato, só quer saber se sua determinação foi cumprida."

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