UOL Esporte Futebol
 
19/01/2010 - 16h40

Justiça não concede liminar a Diogo, e São Paulo aguarda retorno

Carlos Padeiro
Em São Paulo

A diretoria do São Paulo venceu a primeira batalha jurídica no processo trabalhista movido pelo lateral-esquerdo Diogo. Segundo o advogado Carlos Eduardo Ambiel, o atleta não obteve uma liminar para deixar o clube tricolor, e seu contrato segue em vigência.

TELEGRAMA PARA DIOGO E OSCAR

O São Paulo enviou um telegrama para Diogo e outro para Oscar cobrando a reapresentação de ambos no CT da Barra Funda.

Nesta terça, o clube emitiu um comunicado em seu site para informar a vitória sobre o lateral-esquerdo na Justiça. "Tal decisão reforça a obrigação de Diogo em retornar às suas atividades profissionais no Clube, conforme já solicitado pelo São Paulo em telegrama enviado ao Atleta em 16 de janeiro de 2010."

Consta na decisão da juíza Angela Favaro Ribas, da 75ª Vara do Trabalho de São Paulo: "não se verifica a existência de dano irreparável ao reclamante em razão da manutenção do seu contrato de trabalho com a reclamada, uma vez que este lhe permite o pleno exercício do seu direito constitucional ao trabalho."

“O pedido do Diogo foi indeferido. Portanto, o contrato continua como estava. Ele disse que esperaria essa primeira decisão da juíza. Como não houve liminar, a expectativa é que o jogador volte ao trabalho imediatamente”, informou Ambiel, que presta serviços ao time paulista nos casos de Diogo, Oscar e Lucas Piazon, jovens que acionaram a Justiça do Trabalho recentemente.

A última vez que Diogo compareceu ao CT da Barra Funda foi no dia 9 de janeiro. As faltas estão se acumulando, e o jovem de 20 anos sofrerá descontos no seu salário.

“Ou ele volta ou manifesta sua vontade de abandonar o emprego. Por enquanto, ele tem faltado e será punido”, explicou o advogado são-paulino. Em caso de abandono de emprego, o jogador terá de pagar uma multa para rescindir seu vínculo – o valor giraria em torno de R$ 7 milhões.

Na opinião de Ambiel, dificilmente Diogo conseguirá algum recurso para deixar a equipe do Morumbi. “Ele pode entrar com um mandado de segurança, mas como a juíza já olhou os dois lados e não foi uma decisão unilateral, estamos mais seguros.”

A audiência conciliatória acontecerá no dia 28 de junho. Entre as reclamações do lateral, consta o tempo de seu contrato. Diogo alega que seu vínculo tem sete anos, sendo que o máximo permitido são cinco. Entretanto, são dois contratos diferentes – um expirou após dois anos e foi substituído por um novo, de cinco temporadas.

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