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20/01/2010 - 10h34

Perto de atingir marca histórica, Fábio projeta ano positivo no Cruzeiro

Gustavo Andrade
Em Belo Horizonte
  • Fábio vai se igualar a Dida em número de jogos pelo Cruzeiro

    Fábio vai se igualar a Dida em número de jogos pelo Cruzeiro

Perto de entrar para a história do Cruzeiro como o terceiro goleiro que mais vestiu a camisa celeste, Fábio disse ser grato ao clube mineiro por ter lhe dado a oportunidade de defender um grande time do futebol brasileiro, mas espera alcançar mais durante a temporada 2010.

“Vim para cá para conquistar espaço novamente que tinha perdido quando entrei na Justiça contra o Vasco. Tive de vir para uma grande equipe, o Cruzeiro fez o máximo possível para que eu pudesse ser contratado, então fizemos um contrato longo e meu pensamento era voltar a jogar bem e me firmar dentro de uma grande equipe, como era minha carreira no Vasco”, afirmou o goleiro.

Fábio está em sua segunda passagem pelo Cruzeiro. Ele chegou ao clube mineiro pela primeira vez em 1999 e permaneceu até o ano seguinte, quando se transferiu para o Vasco, onde ficou quatro anos. O arqueiro, alegando atrasos de salário, recorreu à Justiça do Trabalho em 2004. Em 2005, ele voltou à Toca da Raposa.

Diante do Uberlândia, nesta quarta-feira, na estreia do Campeonato Mineiro, Fábio chegará a 306 jogos pelo Cruzeiro. Assim, o goleiro igualará a Dida como o terceiro jogador da posição com mais partidas pelo clube. “Graças a Deus, completo essa marca super positiva e espero que possa alcançar muito mais ao longo desta temporada”, comentou Fábio.

Como renovou contrato com o Cruzeiro até fevereiro de 2012, Fábio terá a chance de ultrapassar o ex-goleiro Geraldo II, já falecido, que defendeu o clube celeste entre 1934 e 1955. Ele defendeu a meta celeste 368 vezes, segundo o site oficial do clube, atrás apenas do recordista Raul Plasmann, com 557 participações, que atuou pelo time celeste de 1966 a 1978.

Com a camisa celeste, Fábio conquistou o Campeonato Mineiro por três vezes em 2006, 2008 e 2009. Em 2007, na final contra o Atlético-MG, o goleiro passou pelo seu pior momento no Cruzeiro. No primeiro jogo da decisão daquele ano, o time celeste foi derrotado por 4 a 0 e no último gol, marcado por Vanderlei, o arqueiro estava de costas para o campo.

Para Fábio, aquele episódio serviu para o seu crescimento pessoal. “Foi importante para o meu crescimento, porque era uma situação que nunca tinha vivido em nenhuma equipe que passei, e tão pouco dentro do Vasco, onde eu vinha me destacando e sendo convocado. Aqui eu vivi momentos difíceis mas importantes para que eu pudesse ver a vida de uma forma diferente. Graças a Deus, eu pude aprender e não persistir nos erros que eu vinha cometendo. Agora estou podendo traçar o meu caminho, buscando os meus sonhos e objetivos”, disse.
 

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