UOL Esporte Futebol
 
24/03/2010 - 07h00

Justiça julga improcedente ação de torcedor espetado no Morumbi

Bruno Thadeu
Em São Paulo

A 10ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça São Paulo alterou decisão envolvendo o torcedor Rui Nelson Moura Junior, que processa o Corinthians e o São Paulo por danos morais e materiais. Ele ficou espetado na grade do Morumbi em 14 de maio de 2003, na partida entre o time alvinegro diante do River Plate, pelas oitavas de finais da Libertadores, sofrendo grave perfuração no baço.

O TJ de São Paulo reformou a sentença proferida pela 15ª Vara Cível da Comarca de São Paulo e julgou totalmente improcedente a ação movida pelo torcedor, que ainda pode apresentar recurso Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal, em Brasília.

Na ação, Moura diz ter ficado impossibilitado de trabalhar, solicitando pensão de R$ 3,5 mil mensais (contando desde o período em que se feriu no Morumbi), mais indenização no valor de 20 mil salários mínimos.

No acidente, a grade ficou fincada no corpo do torcedor. Várias intervenções cirúrgicas foram realizadas. O baço e parte do intestino foram retirados nas cirurgias, além da necessidade de raspagem no osso da perna esquerda.

A defesa do São Paulo alegou que o Morumbi estava alugado e, por isso, a responsabilidade seria integralmente do contratante (Corinthians), acrescentando que houve a comprovação de que Moura estava alcoolizado. O torcedor não foi jogado em direção à grade, argumentaram os advogados do clube; ele tentou descer, sabendo dos riscos, provocando o acidente, reitera os jurídicos dos dois clubes. Já a defesa de Moura sustentou que o torcedor foi arremessado devido à aglomeração de torcedores na arquibancada.

“O São Paulo alugou a casa. Portanto, não tínhamos nada a ver. O bilheteiro, porteiro, seguranças... Tudo era de responsabilidade do Corinthians e da Conmebol”, destaca o diretor jurídico do São Paulo, Kalil Abdalla.

No processo, Moura acusa o Corinthians de omissão voluntária, negligência e imprudência, destacando que o clube não promoveu ações de segurança para evitar tal acontecimento.

Em contato com o UOL Esporte, o clube do Parque São Jorge reafirma que o acidente foi culpa exclusiva da vítima. A reportagem não conseguiu contato com Rui Nelson Moura Junior.
 

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