UOL Esporte Futebol
 
24/04/2010 - 07h00

Após mudanças, Patrícia Amorim evita fortalecer meia Petkovic no Flamengo

Bernardo Feital e Cauê Rademaker
No Rio de Janeiro

Nesses quatro primeiros meses de 2010, o Flamengo já enfrentou inúmeras polêmicas fora de campo, o que acabou obrigando a presidente Patrícia Amorim a anunciar, na última sexta-feira, as demissões do técnico Andrade e do vice de futebol Marcos Braz. No entanto, quem pensa que as atitudes tomadas de certa forma fortalecem o meia Petkovic daqui para frente se engana.

Em janeiro, o sérvio bateu de frente com Marcos Braz após abandonar o Maracanã no intervalo do Fla-Flu em que foi substituído. Por pouco não teve seu contrato rescindido. Desde então, Pet e o dirigente não se falavam e se tornaram desafetos declarados.

Com Andrade, o jogador não chegou a ter problemas tão explícitos, mas já cutucou o antigo comandante em algumas entrevistas, se mostrando irritado por substituições feitas e por estar tendo poucas oportunidades no ano, além de não ser mais consultado pelo treinador. Por sua vez, o técnico rebatia, afirmando que Petkovic estava mais fechado e não dava espaço para conversas em 2010.

Com esses atritos públicos, muitos diziam que Andrade estava perdendo o controle do elenco por não afastar o sérvio em definitivo do time. Existia até pressão por parte de alguns dirigentes para que isso ocorresse.

Entretanto, na entrevista coletiva concedida nesta última sexta-feira, Patrícia Amorim deixou claro que nunca fez qualquer tipo de sugestão para Andrade escalar ou deixar de escalar alguém. Mesmo assim, não considerou Pet vítima dos problemas com o antigo departamento de futebol.

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“Nunca cheguei a esse estágio de tanta intimidade para pedir para não escalar alguém. O Pet é um jogador muito querido pelos torcedores e a gente sabe disso”, minimizou a presidente.

O contrato do sérvio termina no dia 15 de junho e as renovações estão complicadas. Muitos consideravam que Marcos Braz é quem estava atrapalhando e não queria mais o sérvio no clube, mas, mesmo com a saída do cartola, será difícil a permanência do jogador.

Outros membros da diretoria não gostam da forma como Petkovic tem se comportado esse ano e julgam que o clube não deve estender o vínculo do meia. O jogador, por sinal, nunca conversou com Patrícia Amorim, que já declarou mais de uma vez não ter sentido abertura para dialogar com o meia.

Por conta disso, os dirigentes ainda não responderam a contraproposta feita pelo procurador do atleta, Josias Cardoso, que aguarda um retorno. Caso o treinador que assumir a equipe não convença a diretoria de que o meia é importante, a tendência é que Petkovic realmente não renove seu vínculo.

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