UOL Esporte Futebol
 
05/05/2010 - 12h44

Dizendo-se abandonado, presidente do Paraná não descarta renúncia

Do UOL Esporte
Em Curitiba

Dizendo-se abandonado e reclamando de desgaste, o presidente do Paraná, Aquilino Romani, não descarta renunciar, caso não receba ajuda para solucionar a crise financeira que vive o clube da Vila Capanema. O dirigente tenta colocar em dia, até a próxima sexta-feira, os salários - que já beiram os três meses de atraso -  e insinua deixar o cargo, caso não consiga.

“A gente assume essas coisas e sofre com a família, a empresa. Quero ver como fica. A cobrança é muito grande. A gente está trabalhando forte. Mas, quando fui eleito, 200 se comprometeram a ajudar. As pessoas fazem barulho e somem. Vamos ver se ainda querem colaborar e que rumo vou assumir”, disse o dirigente ao jornal Gazeta do Povo

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A possibilidade de renúncia foi levantada por Romani, em reunião ocorrida na noite de segunda-feira. O dirigente foi convencido a permanecer no cargo, mas teria estabelecido um prazo até esta sexta para solucionar a situação. O não pagamento pode desencadear uma crise explosiva no clube, pois com 3 meses de atrasos, os jogadores podem requerer a rescisão dos contratos.

Sem muita margem de manobra, a diretoria busca uma solução urgente e tenta negociar os direitos do meia Vinícius. A dívida total com salários seria de R$ 400 mil.

Os jogadores, por sua vez, prometem não radicalizar, caso o pagamento não aconteça, e garantem que entrarão em campo, sábado, diante do Ipatinga, na estreia na Série do Brasileiro. "Nós estamos conscientes de nossa responsabilidade e vamos jogar normalmente, pois sabemos da importância deste jogo para o clube para nós jogadores" disse o zagueiro Diego Correia, à Rádio Globo de Curitiba.

 


 

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