UOL Esporte Futebol
 
26/05/2010 - 17h21

Geninho diz que não há pressão no Atlético-GO e que sairá se isso acontecer

Do UOL Esporte
Em São Paulo

Devido ao título goiano e à boa campanha na Copa do Brasil, o Atlético-GO gerou muita expectativa para este início de Campeonato Brasileiro, porém a equipe ainda não venceu e somou apenas um ponto na estreia. Por conta disso, já começam a surgir alguns questionamentos sobre o trabalho do técnico Geninho, que negou haver qualquer tipo de pressão da diretoria.

“Não cobrança aqui no Atlético-GO é uma pressão natural do torcedor que quer seu time vencendo, do diretor, de vocês da crônica que querem analisar as vitórias, isso é uma coisa normal que o treinador tem que conviver. Eu não estou mais na idade de conviver com pressão, na hora que isso começar eu pego minha mala e vou embora. Não pensem que eu vou conviver com isso”, declarou o treinador, que ainda completou.

“Eu vim aqui para ajudar, colaborar e tenho consciência de que eu estou fazendo o melhor possível. A hora que eu achar que eu não estou colaborando mais, ou a hora que a torcida, a imprensa, a diretoria achar que eu não estou ajudando mais, vou embora. De repente eu vou assistir a Copa do Mundo, olha que coisa boa”, declarou.

Apesar das declarações um pouco mais duras, Geninho está muito feliz no comando do Atlético-GO e a diretoria também está satisfeita com o trabalho do treinador. Para o comandante é normal conviver com algumas dificuldades ao longo de um trabalho e é preciso saber administrá-las.

“Estou muito feliz no Atlético-GO, muito feliz em Goiânia, adoro essa cidade, convivo aqui como se estivesse na minha casa. As coisas aqui no Atlético-GO acontecem de maneira positiva, é claro que a gente convive com dificuldades como por exemplo esse momento de lesões, alguns resultados negativos, mas isso é normal”, disse o treinador.

Geninho foi responsável pela classificação histórica para a semifinal da Copa do Brasil, fato inédito na história do clube. Para o treinador essa campanha, que resultou em uma maratona de jogos e viagens, gerou um desgaste nos jogadores e, consequentemente, uma queda de rendimento na equipe.

“Quando você não tem tempo para treinar acontecem duas coisas: um decréscimo na parte técnica e outro na parte física, que é decorrente de um cansaço e um desgaste muito grande. Isso é o ônus que nós estamos pagando de ter feito aquela campanha da Copa do Brasil. É claro que houve uma queda e seria até anormal de isso não acontecer. Dos quatro semifinalistas da Copa do Brasil apenas o Santos venceu neste Brasileiro”, finalizou o treinador.

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