UOL Esporte Futebol
 
12/06/2010 - 11h32

Com medo de hostilidade, Mourinho terá guarda-costas, diz jornal espanhol

Do UOL Esporte
Em Belo Horizonte
  • Devido às hostilidades e ameaças sofridas, José Mourinho terá equipe de segurança em Madri

    Devido às hostilidades e ameaças sofridas, José Mourinho terá equipe de segurança em Madri

A personalidade forte de José Mourinho causou ameaças e atos hostis ao treinador. Assim, o comandante do Real Madrid se viu obrigado a reforçar a segurança pessoal e manterá uma equipe de guarda-costas para acompanhá-lo na Espanha, de acordo com o jornal espanhol AS.

O periódico destaca que apenas o presidente Florentino Perez recebia proteção pessoal no Real Madrid e afirma que, com a chegada do treinador português, as viagens feitas pelo time espanhol também devem ter um aumento de segurança privada.

Mourinho recorre à proteção de guarda-costas desde o período em que era o treinador do Chelsea. As ameaças recebidas, no entanto, começaram em 2004, quando ainda comandava o Porto.

O jornal AS relembra diversas ameaças ao treinador. Antes da final da Liga dos Campeões em que venceu pelo clube português, o treinador foi ameaçado de morte. A ligação dizia que Mourinho seria assinado no retorno a Portugal. Anos depois, o técnico português revelou o conteúdo da chamada, que o levou a não participar da comemoração do título junto com os jogadores no gramado e procurar por seus filhos após a partida.

Novo episódio de ameaça aconteceu quando o Chelsea enfrentou o Porto pela Liga dos Campeões. Torcedores mais fanáticos do clube português admitiram os atos hostis ao ex-treinador da agremiação.

A insegurança perseguiu Mourinho também quando esteve no comando da Inter de Milão. O AS relembra que a polícia italiana prendeu quatro cidadãos da Macedônia, que estavam com fotografias e gravações do treinador e de sua família, os horários de entradas e saídas e o endereço de casa. Ele tinham o objetivo de sequestrá-lo.

O periódico destaca ainda que uma declaração de Mourinho a respeito do jogador ganês Muntari gerou muita polêmica e mais atos hostis ao treinador. Depois de substituir o volante em um jogo contra o Bari, o treinador justificou a mudança dizendo que o jogador não estava prestando bastante porque ele tinha "para cumprir o jejum do Ramadã".

Fundamentalistas italianos taxaram o treinador de "infiel inimigo de Alá", "estúpido que deveria ser eliminado" e propuseram que fosse "calado imediatamente", destacou o jornal AS.

Compartilhe:

    Placar UOL no iPhone

    Hospedagem: UOL Host