UOL Esporte Futebol
 
15/06/2010 - 14h16

Novo técnico do Inter se sente crucificado por priorizar defesa

Jeremias Wernek
Em Porto Alegre

CHANCE DE GANHAR 1º GRANDE TÍTULO SEDUZIU ROTH A DEIXAR O VASCO

  • Marinho Saldanha/UOL Esporte

    O novo técnico do Inter, Celso Roth, não fez questão alguma de esconder o grande motivo que o fez trocar São Januário pelo estádio Beira-Rio: a possibilidade de conquistar a Copa Libertadores, seu primeiro grande título na carreira. Além disso, o treinador elogiou a qualidade do grupo de jogadores, fundamental – na visão de Roth, para superar o São Paulo, adversário nas semifinais do torneio sul-americano.

Não é de hoje que os times de Celso Roth apresentam um sistema defensivo forte. Basicamente, o treinador prioriza a organização da defesa quando chega aos clubes. No Inter, não será diferente. O sucessor de Jorge Fossati lembra que foi perseguido por admitir um cuidado maior com zagueiros e laterais.

“Não são vocês que dizem isso. Eu que disse. O futebol primeiro se arruma lá atrás. É mais fácil marcar e depois criar, a técnica também é mais difícil de se ter. Marcar a gente trabalha, ensina e demonstra. Eu sou crucificado até hoje por ter falado abertamente isso”, opinou Celso Roth.

Para o técnico, alguns colegas de profissão usam de artimanhas para esconder a verdadeira formação de seus times. “Tem gente que esconde escalação e diz jogar no 4-4-2, mas joga com três zagueiros. Eu continuo com a mesma opinião, o time começa pela defesa. A qualidade técnica vem depois. Claro que se trabalha jogadas de ataque, mas a gente tem que entender que o futebol exige equilíbrio e consistência”, disse.

Atlético – MG e Grêmio são lembrados

Muito questionado sobre a real chance de faturar um título inédito em sua carreira, Celso Roth defendeu seu currículo – ainda escasso de uma grande conquista, pelos contextos que encarou nos clubes brasileiros. Para o técnico, a análise em cima de seu nome não leva em consideração as limitações das equipes.

“Quando se fala que o Celso Roth não chegou é por que não se mede como pegou. Essas equipes vão até um ponto. Aí quando eu preciso de qualidade paramos. Vide Atlético – MG, vide Grêmio. Não se faz análise de trabalho”, comentou Roth. “Eu não chego por determinadas razões. Quando eu peguei o Atlético, o time era considerado um postulante para não cair”, lembrou.

“São situações que a gente lê e [pausa] concorda, por que vocês têm que escrever”, completou, de forma irônica, o treinador. Roth começa a trabalhar, dirigindo treinamentos, ao final desta semana. Serão mais de 20 dias para ajustar o time que encara o São Paulo, nas semifinais da Copa Libertadores.

A DEFESA DE CELSO ROTH

Eu não chego [a ganhar títulos] por determinadas razões; Essas equipes vão até um ponto. Aí quando eu preciso de qualidade paramos.

Celso Roth, novo técnico do Inter

Em meio aos jogos com os paulistas, um clássico Gre-Nal pelo Campeonato Brasileiro. A garantia, pelo menos agora, é de atenção igual aos dois torneios disputados pelo clube gaúcho.

“O clube como o Inter, de ponta, estão disputando uma ou três competições. A obrigação do profissional sempre é a mesma: ganhar todas as partidas. Inclusive o próximo amistoso, contra o Peñarol. Temos que saber disso. Temos que ganhar o amistoso, o coletivo. É assim que as coisas funcionam. Se não for assim, as coisas e opiniões começam a se formar”, concluiu.
 

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