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Coletiva de Roth no Inter reuniu 45 profissionais na sala de imprensa do Beira-Rio

16/06/2010 - 07h05

Celso Roth esbanja calma e simpatia em sua primeira coletiva no Internacional

Daniel Cassol
Em Porto Alegre

Foi às 12h01 desta terça, mais ou menos na mesma hora em que Portugal e Costa do Marfim começavam a jogar o segundo tempo na África do Sul e a três horas e meia da estreia brasileira na Copa do Mundo, que Celso Roth entrou na sala de entrevistas do Beira-Rio para ser apresentado oficialmente como novo técnico do Internacional. “Foi o horário possível dentro da conjuntura da Copa”, explicou o diretor de futebol, Fernando Carvalho, que acompanhava Roth ao lado do presidente do clube, Vitorio Piffero.

  • Fábio Berriel/Freelancer
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  • Edu Andrade/Freelancer

    Celso Roth apresentou calma na primeira entrevista coletiva e falou em satisfação e expectativa pelo primeiro título de expressão na carreira de técnico

Diante da sala lotada de repórteres, cinegrafistas, fotógrafos e operadores, o presidente colorado se espantou: “Presença maciça, apesar da Copa do Mundo”. Depois de uma saudação inicial, em três minutos os cartolas do Inter deixaram Celso Roth com os 45 profissionais de comunicação que ocupavam a sala.

Calmo, sem fazer brincadeiras nem se exaltar, Roth respondeu com paciência 16 perguntas nos exatos 30 minutos de sua primeira entrevista coletiva após ser contratado pelo Inter. Na maioria das respostas, repetiu três palavras: satisfação por voltar ao Inter e finalmente treinar um grupo de jogadores de qualidade; equilíbrio como meta a ser atingida na formação da equipe; expectativa com a possibilidade de conquistar o primeiro grande título da carreira.

“A gente procura isso”, afirmou Roth na primeira resposta. “Alguns profissionais têm um caminho um pouco mais fácil e chegam aos títulos. Outros, com conteúdo de trabalho, demoram um pouco mais. Essa oportunidade que o Inter está me dando é ímpar”, afirmou Roth, em suas primeiras palavras como técnico do Internacional.

Roth, que assume o Inter na semifinal da Libertadores, relacionou a falta de títulos de expressão na carreira à “sina” de pegar times no meio das temporadas ou, então, não ter jogadores de qualidade quando começa um trabalho desde o início do ano. Nos dois casos, citou o Vasco deste ano e o Grêmio do ano passado.

“Quando se fala que o Celso Roth não chega é porque não se olha lá atrás a qualidade dos jogadores”, ponderou, atribuindo ao sistema capitalista a cobrança por resultados, mas se dizendo confiante na qualidade dos jogadores que treinará daqui para frente. “Há muito tempo eu não tinha um grupo com a qualidade do Inter”, festejou.

Conhecido pelo relacionamento por vezes conflituoso com a imprensa, Roth esbanjou simpatia na sua primeira coletiva no Beira-Rio. Agradeceu as boas-vindas e disse ser recíproco o prazer de reencontrar os jornalistas. Como não poderia deixar de ser, já que está chegando ao novo trabalho, não chegou a se irritar com as perguntas, mas não deixou de corrigir ou reformular algumas delas. Ao final da entrevista, manifestou seu desejo de manter um bom relacionamento com a imprensa.

“Vamos ver se a gente tem uma convivência como a que tivemos nos últimos tempos. Um abraço a todos”, disse Roth, deixando a sala de entrevistas do Beira-Rio às 12h33 desta terça.
 

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