UOL Esporte Futebol
 
25/06/2010 - 07h16

Com facilidades pré-Libertadores, São Paulo quer 60 mil sócios-torcedores

Demétrio Vecchioli
Em São Paulo
  • Ingresso sem filas (como a da foto) e com a comodidade da compra em casa são alguns dos argumentos do São Paulo para atrair associados

    Ingresso sem filas (como a da foto) e com a comodidade da compra em casa são alguns dos argumentos do São Paulo para atrair associados

Pioneiro no programa sócio-torcedor no Brasil, o São Paulo promete novidades para atrair novos associados ao clube. De acordo com o diretor de marketing tricolor, Adelberto Baptista, o São Paulo negocia a instalação de novos postos de recarga do cartão sócio-torcedor já para a segunda partida semifinal da Copa Libertadores, contra o Internacional, no dia 5 de agosto.

Atualmente o sócio-torcedor tem um cartão que pode ser recarregado via internet ou nos guichês do Morumbi com ingressos para jogos do São Paulo em seu estádio. No dia da partida, basta encostar o cartão no visor da catraca, como acontece no sistema de transporte público da capital paulista. A ideia da diretoria é que, já a partir de julho, as recargas sejam feitas também em postos espalhados pela cidade, em parceria com uma empresa ainda mantida sob sigilo, mas que tem diversos pontos de varejo em São Paulo.

Além disso, haverá venda de ingressos prioritária a sócios-torcedores. Por duas semanas, somente os associados ao plano tricolor poderão adquirir entradas para o jogo contra o Internacional. A carga que não for adquirida então será disponibilizada ao torcedor comum. Com tais facilidades em um momento chave da equipe, a diretoria planeja um forte crescimento no número de novos sócios.

Além das facilidades na compra de ingresso (o associado paga meia entrada), o sócio-torcedor do São Paulo tem uma série de benefícios, entre brindes e promoções. De acordo com o diretor de marketing do clube, essa política de relacionamento faz do programa tricolor diferente do de outros clubes do país: “No São Paulo nós oferecemos uma série de vantagens, enquanto em outros, que até têm mais sócios, dão como único benefício o ingresso mesmo”.

Essa reestruturação gradual do programa no São Paulo tem trazido resultados significativos. De acordo com o balanço financeiro de 2009, o projeto sócio-torcedor foi responsável pela sexta maior fonte de renda do futebol tricolor, atrás de patrocínios, cotas de TV, negociação de jogadores, arrecadação de jogos e licenciamento da marca. No ano passado, o programa arrecadou R$ 5,314 milhões.

Em cinco anos, o rendimento do programa sócio-torcedor tricolor cresceu 327%, ainda de acordo com o balanço financeiro de 2009. Variação maior só do licenciamento da marca. “Este ano, com as novidades, estamos tendo uma chegada de 1,5 mil a 2 mil novos sócios por mês e isso deve crescer na véspera do jogo da Libertadores, ainda mais se chegarmos à final”, conta Baptista.

A expectativa do dirigente é que o programa cresça 50% até o final do ano. “Hoje temos quarenta e tantos mil ativos, que pagam em dia, e queremos chegar a 60 mil sócios adimplentes”, explica Adalberto, que refuta, porém, a possibilidade de partidas importantes terem todos os ingressos consumidos pelos associados antes de chegarem ao torcedor comum. “Raramente passa de 15 a 20 mil sócios que compram ingresso, porque muitos são de fora de São Paulo e estão conosco pelo relacionamento. No máximo em uma final de Libertadores pode acontecer um afluxo maior, mas não que adquira todas as entradas”, conclui.
 

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