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30/06/2010 - 07h13

Lucro com Morumbi faz São Paulo depender menos de vendas de jogadores

Demétrio Vecchioli
Em São Paulo
  • Cada vez mais ocupado por espaços comerciais, Morumbi vê suas receitas crescerem 40% ao ano

    Cada vez mais ocupado por espaços comerciais, Morumbi vê suas receitas crescerem 40% ao ano

Com a abertura do mercado de transferências, é natural que os torcedores dos principais clubes do país demonstrem preocupação com uma eventual saída de seus ídolos principalmente para o mercado europeu. Para depender cada vez menos da arrecadação com essas vendas com o intuito de fechar o ano no azul, o São Paulo trabalha para continuar a aumentar em 40% ao ano o seu lucro com o Morumbi.

A afirmação é do diretor de marketing do clube paulista, Adalberto Baptista, que destaca que este tem sido o crescimento médio da arrecadação com o estádio tricolor desde que a diretoria passou a usar a arena não apenas em dias de jogos. “Saímos do déficit e agora só vamos parar quando todo o espaço estiver 100% ocupado, o que deve acontecer em dois ou três anos”, assegura o dirigente, em referência ao anel inferior do estádio.

O movimento começou em 2002, mas até 2006 o estádio dava menos de R$ 5 milhões de lucro anualmente ao São Paulo. Em 2008, este valor ultrapassou os R$ 10 milhões e no ano passado superou a casa dos R$ 20 milhões. A meta este ano é chegar próximo de um lucro de R$ 30 milhões, número atingido pela receita bruta do Morumbi em 2009 (R$ 31,2 mi).

O crescimento no faturamento do Morumbi (R$ 11 milhões) de 2008 para 2009 ajudou a compensar a queda da arrecadação com venda de jogadores, que despencou pouco mais de R$ 16 milhões na mesma comparação. Com isso, o clube fechou no azul o seu balancete do último ano. A ideia é que em 2010 aconteça o mesmo, limitando a necessidade de uma grande venda.

Boa parte das obras de R$ 25 milhões que o Morumbi está recebendo durante a pausa de jogos oficiais ali por conta da Copa do Mundo estão sendo investidos em espaços comerciais. “Agora teremos buffet infantil, academia, sushi bar, temakeria e outros empreendimentos, que geram renda dentro do estádio”, conta Baptista, que afirma que de dez a doze empresas estão aportando dinheiro na arena somente nesta intertemporada.

Além dos novos espaços comerciais, o Morumbi está ganhando mais nove camarotes, que estão sendo construídos onde antes ficavam as cabines para a imprensa. De acordo com o diretor de marketing do clube, dois bancos estão realizando os investimentos para as obras. “Somente dois camarotes estão vendidos até agora, os outros não comercializei porque não tenho como garantir quando vou entregar, mas existe uma lista de espera”, garante Adalberto Baptista.

Outra fonte de renda do Morumbi, os shows internacionais, que substituem principalmente o aluguel do estádio para jogos de outras equipes, também devem ajudar fortemente a arrecadação com a arena este ano. Depois de lucrar mais de R$ 5 milhões com shows de Metallica, Beyonce e Coldplay no primeiro semestre, o clube já tem quatro reservas para o restante do ano. Artistas e datas, porém, são mantidos sob sigilo.
 

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