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Goleiro Bruno (foto) é investigado por desaparecimento de estudante

06/07/2010 - 19h26

Corpo de ex-namorada de Bruno pode ter sido devorado por cão rottweiler

Guyane Araujo
Em Belo Horizonte

Em seu depoimento na Divisão de Homicídios do Rio de Janeiro (DHC), na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, o primo do goleiro Bruno, de 17 anos, teria revelado que um cão da raça rottweiler comeu o corpo de Eliza Samudio, ex-namorada do jogador do Flamengo, que está desaparecida. A informação foi dada pelo advogado Ercio Quaresma Firpe, representante de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, que foi incriminado pelo adolescente em seu depoimento.

“Ele (o menor) disse que deu três coronhadas na cabeça de Eliza, e que ela foi levada para Belo Horizonte no carro junto com Luiz Henrique, onde meu cliente a teria levado sozinho para um lugar”, contou Ercio Quaresma. “O Luiz Henrique teria dito ao menor quando voltou que teria acabado, que a pessoa que fez o serviço teria dado o corpo para um rottweiler comer”, afirmou o advogado, em entrevista, na porta do Departamento de Investigações.

O advogado, que disse ter recebido informações do depoimento do adolescente por telefone, sem citar sua fonte, afirmou que o adolescente não informou o nome da pessoa que teria desossado o corpo da estudante desaparecida. Ela classificou essa versão como “surreal”.

“O mais interessante é o cão comer o corpo todo. A história é surreal. Não acredito que um cachorro possa comer alguém”, salientou o advogado Ercio Quaresma, que reafirmou considerar “nulo” o depoimento do primo de Bruno, por ser menor e pela forma como foi conduzido.

“Menor prestar depoimento sem representante legal, que é um ato nulo, só se for na presença de um curador”, afirmou Quaresma, acrescentando que isso não aconteceu no caso do adolescente ouvido nesta terça-feira. “Isso é uma aberração. Ao que me consta os representantes legais do menor podem pedir a anulação”, destacou.

Eliza Samudio está desaparecida desde o dia 4 de junho. À polícia, amigos da jovem disseram que ela viajou do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite do goleiro, com quem se encontraria justamente no sítio do goleiro, no município mineiro de Esmeraldas. A Polícia Civil de Minas Gerais recebeu telefonema anônimo avisando que Eliza teria sido espancada e morta na propriedade de Bruno.

O filho de Eliza, um bebê de quatro meses, foi visto no sítio de Bruno por policiais, de acordo com a delegada Alessandra Wilke, presidente do inquérito. A Polícia deixou o local e, quando retornou, não encontrou a criança. O bebê foi localizado no último dia 26 de junho, em uma favela em Contagem, na divisa com Ribeirão das Neves, em companhia de conhecidos de Bruno e de sua mulher, Dayane Fernandes. Ela responde a inquérito por subtração de incapaz.
 

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