UOL Esporte Futebol
 
20/07/2010 - 17h33

Demissão do goleiro Bruno causa crise na cúpula do Flamengo

Marlos Bittencourt
No Rio de Janeiro

A presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, e o vice Hélio Ferraz entraram em rota de colisão no caso Bruno. A mandatária, respaldada por uma comissão jurídica formada por rubro-negros, autorizou a demissão do goleiro por justa causa. Helinho, que se reuniu na segunda-feira com os presidentes dos conselhos do clube, se negou a assinar a carta que demite oficialmente o ex-camisa 1.

Patrícia Amorim está de folga nos Estados Unidos passeando com a família na Disneylândia. Hélio Ferraz, Maurício Gomes de Mattos (presidente do conselho de administração), Leonardo Ribeiro (conselho fiscal), Silvio Capanema (conselho deliberativo), Eduardo Motta (conselho de grandes beneméritos) e Bernardo Amaral (assembléia geral) decidiram não assinar a demissão.

“Não vou assinar carta alguma, pois isso precisa ser feito pela Patrícia Amorim. Conversei com ela hoje (terça-feira) e a presidente quer esperar o parecer da comissão jurídica. Ainda não recebemos nada”, disse Hélio Ferraz, “empurrando” o problema.

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Hélio Ferraz, ao UOL Esporte na segunda-feira, negou ter enviado qualquer carta de demissão a Bruno, encarcerado no Presídio Nelson Hungria, em Contagem-MG. Já o vice-jurídico Rafael de Piro, no último domingo, afirmou ter mandado, pelos Correios, a demissão para o goleiro.

“Eu não sabia que o Flamengo tinha recuado, soube disso hoje (terça-feira). A carta era para ter sido mandada na sexta-feira. Só se houve uma nova ordem dele (Hélio Ferraz) para que não fosse enviada. Vou ao clube para saber o que está acontecendo e qualquer outra informação, a partir de agora, tem que perguntar ao Hélio Ferraz”, disse Rafael de Piro, nesta terça-feira, ao UOL Esporte.

A assessoria da presidente Patrícia Amorim informou que a decisão está tomada e disse ainda que a dirigente assinará a demissão de Bruno por justa causa. O goleiro, acusado pelo polícia de sequestar e dar sumiço na ex-amante Eliza Samudio, com quem teria um filho, está preso. A presidente, na última sexta-feira, afirmou que demitiria e processaria o goleiro.

A comissão de juristas, que orientou a presidente Patrícia Amorim a demitir Bruno e provavelmente processá-lo por perdas e danos, é formada por Mário Pucheu (advogado), Theophilo Miguel (juiz federal), Marcus Faver, Siro Darlan, Walter D’Agostino, Marcelo Antero e José da Fonseca Júnior (desembargadores).

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