UOL Esporte Futebol
 
24/07/2010 - 12h55

Com choro e festa do elenco, Mano ganha afago do Corinthians rumo à seleção

Bruno Thadeu
Em São Paulo

Mano Menezes foi inserido em um roteiro digno de último capítulo de novela, com choros, festas surpresas e final feliz. A postura serena e fria, lapidada em quase três anos de Corinthians, se manteve inabalada mesmo no anúncio de seu acerto com a CBF, feito neste sábado, no Parque São Jorge.

A DESPEDIDA DE MANO DO CORINTHIANS

  • EFE/Sebastião Moreira

    O presidente Andres Sanchez não conteve o choro

  • Mauricio Lima/AFP

    Ronaldo, R. Carlos e companhia invadiram coletiva

  • Mario Ângelo/AE

    Mano Menezes treinou normalmente o Corinthians

Para decepção de fotógrafos e cinegrafistas, Mano não deixou escapar uma mísera lágrima. E tentativas não faltaram. Ronaldo, Roberto Carlos, Dentinho e companhia invadiram a coletiva para parabenizá-lo. Mano sorriu. O agora ex-patrão, o presidente do Corinthians, Andres Sanchez, por sua vez, chorou sem parar, chorando por Mano, não se controlando durante todo o comunicado do técnico.

“Eu chego pra ser o técnico da seleção com muito orgulho. A maioria dos técnicos do Brasil gostaria de estar no meu lugar, isso dá ideia do quão é importante esse cargo. Escrevi minha trajetória pensando em um dia chegar à seleção. Acho que foi mais rápido do que eu pensava, mas tenho por linha não fugir de convites importantes e aceitar grandes desafios”, descreveu Mano.

Dizendo-se eternamente grato a Mano, o Corinthians considerou um desrespeito ao ser humano impedir o acesso do treinador à CBF. A reconstrução do time após a catastrófica queda à Série B, em 2007, valeu muito mais do que eventuais multas contratuais para dificultar a saída de Mano.

Ao contrário do Corinthians, o Fluminense barrou a ida de Muricy à seleção, pedindo o cumprimento do vínculo.

“O Corinthians fica órfão, mas a seleção é o topo. Eu não queria ser o causador de deixar um ser humano que me ajudou por três anos, que tinha o sonho de chegar à seleção desde quando era desconhecido, de almejar o topo. Eu tenho coração, não poderia negar um sonho, uma realização pessoal. Mas o Corinthians era grande antes do Mano e continuará sendo grande”, suavizou Andres Sanchez.

Com passe livre do Corinthians, Mano evita promessas e recados como treinador do seleção. Esse assunto ele deixa para segunda-feira à tarde, na apresentação oficial no Rio de Janeiro.

A imagem “mano do Mano” que o marketing corintiano tentou realçar vai de encontro à linha “comprometimento” de Dunga. Como retribuição ao afago ao time paulista, o treinador estará no banco de reservas para o duelo contra o Guarani, neste domingo, às 18h30, no Pacaembu, pelo Brasileiro.

“Um beijo, um abraço, vá com Deus, em nome de toda a nação corintiana. Mas se não ganhar do Guarani no domingo eu não libero”, avisou o presidente corintiano.
 

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