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Júlio César Guimarães/UOL

Sem uma comissão definida, Mano foi estrela solitária em sua primeira convocação

26/07/2010 - 17h01

Mano Menezes confirma dois corintianos, mas não define sua comissão técnica

Bernardo Feital
No Rio de Janeiro

Mano Menezes confirmou as expectativas e levará Sidnei Lobo para o cargo de auxiliar-técnico da seleção brasileira. Além do assistente, parceiro desde os tempos de Grêmio, o novo técnico da seleção ainda anunciou Rafael Vieira, que cumpria a função de analista tático do Corinthians.

A presença de Sidnei Lobo na vaga que foi de Jorginho durante a era Dunga não é novidade. No seu adeus ao Corinthians, Mano adiantou que levaria o parceiro e homem de confiança para a seleção.

O mistério ficou restrito aos demais companheiros do treinador na nova empreitada. Mano anunciou apenas Rafael Vieira e deixou as demais vagas em aberto. Paulo Paixão e José Luís Runco, preparador físico e médico de Dunga, respectivamente, podem deixar a seleção.

“Não temos todas as decisões e vamos tomá-las. Por tudo aquilo que ouvi internamente, é [preciso] preparar melhor a estrutura que vai produzir a equipe final. Vamos melhorar todos nós”, disse Mano Menezes, que também adiantou que Sidnei Lobo vai ao Paraguai acompanhar a seleção brasileira sub-20, que está disputando o Torneio Internacional da categoria no Paraguai. 

Após a eliminação da seleção diante da Holanda, na África do Sul, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) dissolveu a comissão técnica, mas não foi explícita quanto aos nomes em questão. Nesta segunda, Mano só adiantou que não tomará a decisão sozinho.

“Eu procuro sempre estabelecer um relacionamento amplo para essas escolhas. Não gosto de ser o único. Por exemplo, entendo pouco de medicina esportiva. Seria muito mais óbvio se um médico-chefe escolhesse os profissionais da sua área. Certamente terei uma opinião mais decisiva na parte ligada ao futebol”, disse o treinador, que manteve o suspense quanto ao substituto de Américo Faria, ex-supervisor da CBF. 

"Numa certa época tive um desgaste porque foi discutida uma interferência minha na saída de um diretor executivo. Ele fica acima do técnico. Logo, só será dito algo se for pedida uma opinião. Abaixo, neste organograma, só se fala quando é pedida a opinião", concluiu, referindo-se à demissão de Antônio Carlos, então diretor do Corinthians, no início de 2009.


 

 

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