UOL Esporte Futebol
 
08/08/2010 - 11h36

Amauri não vai cantar o hino da Itália em partida de estreia pela seleção

Das agências internacionais
Em Milão (Itália)
  • Amauri quer sequência na seleção italiana e promete comemorar gol contra o Brasil

    Amauri quer sequência na seleção italiana e promete comemorar gol contra o Brasil

O atacante brasileiro naturalizado italiano Amauri não vai cantar o hino nacional da Itália se fizer sua estreia pela seleção do país na terça-feira e espera poder responder em campo para calar as críticas por sua convocação para defender a seleção europeia.

O jogador de 30 anos que atua pela Juventus no futebol italiano foi convocado pelo novo treinador da Itália, Cesare Prandelli para defender pela primeira vez a seleção italiana no amistoso contra a Costa do Marfim, que será disputado em Londres na próxima terça-feira, mas um político italiano de extrema direita criticou o chamado para que o atacante nascido no Brasil atue pela Itália.

Mario Balotelli, que nasceu na Itália, mas é descendente de ganenses, também foi convocado pelo time convocado pela primeira vez por Prandelli e marca a renovação da seleção que foi eliminada na primeira fase na Copa do Mundo da África do Sul, quatro anos após ter conquistado o título mundial.

“Eu sei o hino italiano, mas por enquanto eu não quero cantá-lo. Caberá a mim e a Balotelli mudar a cabeça das pessoas. Meu objetivo é ficar com a camisa da Itália pelo maior tempo possível, talvez até a Copa do Mundo do Brasil em 2014. Se eu marcar contra o Brasil, vou comemorar sem nenhum problema”, avisa Amauri.

Amauri teve a chance de ser convocado para a seleção brasileira no ano passado, mas ganhou a cidadania italiana em abril. Prandelli afirmou que os atacantes Alberto Gilardino e Giampaolo Pazzini ficaram fora da convocação por já conhecer bem as qualidades de ambos.

Prandelli terá uma conversa com sua comissão técnica, formada com Roberto Baggio, Arrigo Sacchi e Gianni Rivera, para discutir a possibilidade de voltar a convocar os jogadores campeões mundiais de 2006 e lembrou que Antonio Cassano pode ser um jogador importante.

“Se ele estiver apto, pode se transformar em um ponto de referência para o time, sua passagem pela seleção do país ainda vai durar por um longo período”, afirmou Prandelli sobre o jogador que foi ignorado pelo treinador anterior, Marcello Lippi, por dois anos.

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