UOL Esporte Futebol
 
Bill Kostroun/AP

Ganso, Neymar e Alexandre Pato comemoram gol do Brasil contra os Estados Unidos

11/08/2010 - 12h30

Após início promissor, seleção tenta evitar deslumbramento das suas novas estrelas

Thales Calipo
Em Nova Jersey (Estados Unidos)

Eles ainda nem chegaram aos 21 anos, mas já carregam nas costas o peso de serem apontados como as mais novas revelações do futebol brasileiro e grande esperança da seleção para o futuro. Sintetizados como “os jogadores do Santos”, Paulo Henrique Ganso e Neymar viraram o centro das atenções durante a primeira passagem da dupla pela equipe nacional e, diante do deslumbramento natural que pode acontecer, o técnico Mano Menezes busca formas de evitar qualquer tipo de euforia desproporcionada.

“Sempre é possível que haja sentimentos de excesso sobre tudo que se faz no futebol, seja positivo ou negativo. Cabe a nós na condução do trabalho minimizar quando esses aspectos aparecerem. Temos de fortalecer as coisas positivas, mas sem demasia, pois sabemos que temos muitos jovens e que não podemos perder a alegria e a confiança”, discursou o técnico Mano Menezes.

Entre os dois atletas, o caso que talvez exija mais atenção do treinador é o de Neymar. Visualmente extravagante e assumidamente vaidoso, o jogador já deu declarações polêmicas nos últimos meses, vê sua conta bancária crescer na mesma velocidade que desenvolve as suas habilidades com a bola no pé e parece ter ficado contagiado com a possibilidade de trocar o Santos pelo rico futebol inglês.

Ganso, por outro lado, é mais discreto. Avesso a cortes de cabelo, roupas e carros chamativos, o jogador abusa dos discursos ensaiados, até como forma de não se envolver em polêmicas dentro ou fora de campo. Apesar disso, a postura de se recusar a ser substituído durante a final do Campeonato Paulista, em uma imagem que ganhou destaque em todo o Brasil, acabou sendo encarado por alguns como um ato de insubordinação ao técnico Dorival Junior, apesar de ambos os envolvidos negarem qualquer tipo de mal estar com a atitude.

“Tive muita cabeça e tranquilidade para jogar todo o meu futebol, mas a responsabilidade foi muito grande”, afirmou Ganso, que estreou pela seleção brasileira vestindo a camisa 10.

Menos badalado, mas com idade não tão maior do que Ganso e Neymar, o zagueiro Thiago Silva usa da experiência de quem já enfrentou uma temporada no futebol italiano e esteve no grupo da última Copa do Mundo para negar qualquer tipo de estrelismo por parte dos jogadores da seleção brasileira.

“Todos têm a consciência de que precisamos ter os pés no chão. Não ganhamos nada e passamos apenas por um jogo em que fomos bem, mas temos de continuar assim para seguir crescendo na seleção”, afirmou o zagueiro.

Placar UOL no iPhone

Hospedagem: UOL Host