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11/08/2010 - 13h22

Início do Ramadã provoca polêmica em clubes europeus

Das agências internacionais
Em Paris (França)

Alguns clubes europeus terão um desafio a superar logo neste início de temporada. Nesta quarta-feira, começa o Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos. Durante este período, os seguidores da religião islâmica fazem jejum do nascer ao pôr-do-sol e, por isso, pode afetar o desempenho dos jogadores.

Segundo o diário Marca, onze jogadores que atuam na primeira divisão espanhola são muçulmanos – entre eles, o atacante Frédéric Kanouté (Sevilla) e o meio-campista Mahamadou Diarra (Real Madrid). Ambos pediram aos seus clubes para cumprir o jejum do Ramadã.

Na Inglaterra, os clubes preferem deixar a decisão sobre respeitar o jejum ou não para os jogadores. A maioria opta por celebrar o Ramadã posteriormente, como Nicolas Anelka (Chelsea).

No ano passado, o FSV Frankfurt criou polêmica ao ameaçar três de seus jogadores, seguidores do Islamismo. O clube da segunda divisão alemã advertiu os atletas de que havia uma cláusula contratual na qual estava proibido o jejum durante o Ramadã sem a permissão da diretoria.

O Conselho Central consultou o Al-Azhar, maior instituto teológico sobre o Islamismo, a respeito do assunto. O órgão entendeu que, se um jogador é obrigado a atuar sob contrato, como sua única fonte de renda, e precisa jogar durante o Ramadã, o jejum pode ser interrompido, caso o hábito prejudique o desempenho do atleta.

Na França, porém, a discussão levantou polêmica maior. Jean-Guy Walleme, técnico do Lens, reclamou dos problemas causados pelo jejum e disse que a religião “não deve prevalecer sobre a equipe”. No último ano, alguns jogadores cristãos criticaram os colegas muçulmanos por não respeitarem o período da Quaresma.

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