UOL Esporte Futebol
 
11/08/2010 - 07h02

No Grêmio, Renato Gaúcho espera encerrar sina de ídolos treinadores

Marinho Saldanha
Em Porto Alegre

Maldição de ídolos no reservado gremista

  • Apu Gomes/Folhapress

    Adílson Batista passou pelo Grêmio em 2003 e 2004; com brigas e maus resultados foi demitido

  • Alex Carvalho/UOL

    Cuca também esteve na casamata gremista após se destacar como jogador e fez parte da campanha que resultou no rebaixamento na temporada 2004

A direção do Grêmio confirmou nesta terça-feira a contratação de Renato Gaúcho para comandar o time no restante da atual temporada. Vindo do Bahia, o treinador chegará e estreará na quinta-feira diante do Goiás. Um dos maiores [se não o maior] ídolo gremista da história, Renato terá pela frente a sina de nomes importantes da história do Grêmio que retornam como treinador. No passado recente, ao menos três estrelas perderam a idolatria pelas campanhas ruins no comando.

O primeiro ídolo a retornar ao Grêmio como treinador foi o último a largar o futebol. Pouco mais de dois anos após sua aposentadoria, Adílson Batista comandou o Grêmio em parte de 2003 e 2004. Com o histórico de ter levantado as taças da Libertadores de 1995, do Brasileiro e da Recopa de 1996, o "Capitão América" gerou uma imensa expectativa.

Marcou sua passagem pelo reservado gremista o afastamento do também ídolo Danrlei e a fuga do rebaixamento em 2003. Porém, um começo de temporada ruim em 2004, a desclassificação no Gauchão para a Ulbra nas quartas de final e somente 52% de aproveitamento consolidaram sua demissão.

Depois dele, Cuca também comandou o Grêmio na fatídica temporada de 2004, que culminou com o rebaixamento para a Série B. Após ser atacante do Grêmio entre 1986 e 1990 e conquistar uma Copa do Brasil e dois títulos estaduais, Cuca não pensou duas vezes e aceitou o desafio como treinador.

Sucedendo José Luiz Plein [que assumira na queda de Adílson], o técnico sofreu com problemas no elenco, brigas, vaidades e a completa falta de qualidade dos jogadores. Com um aproveitamento pífio e a lanterna no Brasileiro, Cuca foi demitido e saiu com a imagem arranhada.

O pior exemplo da sina que perseguirá Renato Gaúcho ocorreu com, talvez, o maior ídolo do Grêmio junto com o próprio Renato. Hugo de Leon, campeão da Libertadores de 1983 e do Brasileiro de 1981 e símbolo da garra gremista foi chamado para comandar o time em um ano de reformulação. Depois de cair para a Série B, 2005 começaria sem jogadores no elenco [quase todos tiveram contratos rescindidos], mas com uma grande figura na casamata.

A necessidade de contratar rapidamente e, assim, perdendo em qualidade, a dificuldade de comunicação com os jogadores devido ao idioma [De Leon falava somente espanhol] e problemas internos no clube geraram uma campanha muito ruim. Depois de ser desclassificado na segunda fase do Gauchão e de começar mal a Série B, De Leon deu lugar a Mano Menezes e nunca mais trabalhou como treinador.

Estes três exemplos que ocorreram nesta década serão postos em cheque com outro ídolo eterno do clube. Renato Gaúcho chegará a Porto Alegre na quinta-feira e é esperada uma grande festa para a recepção dele no aeroporto Salgado Filho. A Polícia Militar está preocupada porque a chegada de Renato quase coincide com o desembarque da delegação do Internacional, que retornará do México. As providências necessárias serão tomadas para evitar o confronto de torcedores no aeroporto.

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