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Divulgação/Gillette

Futuro de Neymar no Santos ainda está indefinido e documento antigo pode interferir

17/08/2010 - 07h00

Documento da era Teixeira pode facilitar saída de Neymar, diz Wagner Ribeiro

Bruno Thadeu e Gustavo Franceschini
Em São Paulo

Uma herança da gestão de Marcelo Teixeira pode antecipar a saída de Neymar do Santos. Segundo Wagner Ribeiro, empresário do atacante, um documento assinado pelo antigo presidente libera o grupo DIS para receber sua parte da multa separadamente, ao contrário do que acredita a atual gestão.

O detalhe revelado pelo empresário pode dar novos contornos à negociação entre o Santos e o Chelsea. A oferta dos ingleses é de 25 milhões de euros. O Santos não quer negociar Neymar, mas terá de liberá-lo caso o Chelsea deposite 35 milhões de euros, valor da multa rescisória do atacante.

Wagner Ribeiro, empresário do atleta, diz que a negociação sai independentemente do Santos caso o grupo DIS abra mão de parte de seus direitos (40%) em um possível acordo.

Neste cenário, o Santos ficaria com os 21 milhões de euros sobre os quais tem direito na multa (60%), enquanto os investidores sairiam com 4 milhões de euros. O clube, no entanto, alega que o fato de o grupo DIS abrir mão de sua parcela não muda a dinâmica da negociação.

Segundo Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, presidente alvinegro, o Chelsea teria de depositar os 35 milhões de euros para o Santos poder liberar Neymar. O clube, então, passaria o valor para o grupo DIS, que poderia devolver sua parte diretamente para os ingleses caso realmente abra mão da sua parte.

Wagner Ribeiro nega essa possibilidade e diz ter um documento que permite a negociação em moldes diferentes. Segundo o empresário, a liberação foi assinada por Marcelo Teixeira, ex-presidente do Santos, ainda em 2009, e permite que o grupo DIS receba sua parte em dinheiro separadamente. Nem mesmo o novo contrato de Neymar, assinado ainda no primeiro semestre, mudaria este cenário.

“Houve a reformulação do contrato neste ano, mas só elevaram os valores do salário e a multa. Mas foi mantida a possibilidade de liberar o jogador mediante o recebimento dos 21 milhões que o Santos tem direito. Foi um documento assinado pelo Marcelo Teixeira, sendo que essa cláusula foi mantida na renovação feita em 2010”, disse Ribeiro.

A reportagem do UOL Esporte procurou a diretoria do Santos e Marcelo Teixeira para repercutir o assunto, mas os dois lados não foram encontrados. 
 

 

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