UOL Esporte Futebol
 
23/08/2010 - 18h01

Em meio à crise, presidente do Goiás condiciona sua renúncia à saída de desafeto

Do UOL Esporte
Em São Paulo
  • Syd de Oliveira Reis, concedeu entrevista coletiva e disse que só deixa a presidência se desafeto sair

    Syd de Oliveira Reis, concedeu entrevista coletiva e disse que só deixa a presidência se desafeto sair

Na tarde desta segunda-feira, o presidente do Goiás, Syd de Oliveira Reis, leu um comunicado e concedeu entrevista coletiva para explicar os motivos da crise política que estourou de vez no clube após o veto do Conselho Deliberativo da venda do zagueiro Rafael Tolói, por 3 milhões de euros (cerca de R$ 6,7 milhões), na última terça-feira.

Além de confirmar que os atacantes Felipe e Johnathan serão emprestados para clubes dos Emirados Árabes e da França, respectivamente, Syd de Oliveira Reis fez muitas críticas ao presidente do Conselho Deliberativo, Hailé Pinheiro, e disse que só pensa em renúncia caso o seu desafeto na cúpula do clube também peça para sair.

“Existe uma condição atual em que eu possa renunciar. Estou sabendo que os dois vice-presidentes renunciaram e se o presidente do Conselho Deliberativo também renunciar eu vou pensar na minha renúncia”, declarou o presidente do Goiás.

O estopim da crise política no Goiás ganhou grandes proporções na quinta-feira, após o UOL Esporte divulgar uma carta entregue a conselheiros na reunião da última terça-feira. O documento foi entregue pelo atual presidente do clube e, mesmo sem a assinatura do mandatário, continha com uma série de denúncias contra a  administração anterior, principalmente ao vice-presidente do clube na época, Edmo Pinheiro. Entre elas estava um suposto suborno para evitar o rebaixamento para a Série B em 2007.

No mesmo dia, o UOL Esporte ainda revelou que o Goiás não pagou os salários de julho dos jogadores, além de dever 14 premiações por vitórias. O clube também não quitou impostos dos últimos dois anos e, de quebra, os funcionários ameaçaram entrar em greve após o presidente revelar salários dos trabalhadores.

Depois disso, Edmo Pinheiro, rebateu as acusações ridicularizando o fato, inclusive chamou Syd de mentiroso e o acusou de ser uma pessoa sem credibilidade. O presidente do clube respondeu a estas críticas, disse que não teme ser destituído do cargo e fez um desafio aos adversários políticos: para que encontrassem algo em toda a sua vida que o desmerecesse.

“Para haver alguma punição é preciso ter uma falta grave. Ser honesto, ser transparente não é falta grave não, eles vão ter que arrumar algo grave para fazer uma assembleia onde haja pessoas dispostas a condenar um inocente e retirá-lo do Goiás Esporte Clube. Alias, o presidente executivo desafia alguém a provar em toda sua vida se ele teve algum ato de desonestidade ou algum ato de indignidade”, desabafou o Syd.

Apesar de a crise política no Goiás ter chegado ao seu ápice, Syd de Oliveira Reis mostrou que está disposto a tentar resolver as diferenças com seus desafetos. “Eu acho que os homens mudam, as posições mudam, eu nunca conservei mágoa nem ódio, eu sempre fui uma pessoa conciliadora. Nós não devemos colocar nosso orgulho e nada nosso acima de um bem maior que é o Goiás Esporte Clube.”

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