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24/08/2010 - 16h09

Parreira aponta pressão como maior desafio para título em 2014

Das agências internacionais
No Rio de Janeiro

Reintegrado à CBF para fazer parte da comissão técnica de Mano Menezes, Carlos Alberto Parreira falou nesta terça-feira sobre os desafios que a seleção terá pela frente até a Copa de 2014 e apontou a pressão psicológica como a principal adversária do Brasil para vencer em sua própria casa. Perder novamente um Mundial em seus domínios, a exemplo de 1950, quando foi derrotado em pleno Maracanã para o Uruguai na final, está fora de questão.

“[Em 2014} Estaremos vindo de duas derrotas, nas Copas de 2006 e 2010, e você pode ter certeza que a pressão na seleção vai ser enorme. Será uma grande responsabilidade. Nós já perdemos uma Copa do Mundo em casa e não podemos perder uma segunda vez, não podemos permitir que isso aconteça”, declarou Parreira em entrevista.

“Isso irá colocar uma pressão gigante, e assim como a preparação física, nós precisaremos ter uma preparação psicológica”, completou o técnico do tetra, que após dirigir a África do Sul, anfitriã da última Copa, está descansando no Brasil.

Para isso, o próprio Mano Menezes já declarou sua intenção de trabalhar lado a lado com psicólogos para que os jogadores consigam suportar a pressão.

Além disso, mesmo com a difícil trajetória que teve para chegar à conquista do tetra em 1994 - o Brasil se classificou para o torneio apenas na última rodada das eliminatórias e venceu a final contra a Itália nos pênaltis - Parreira considera que a missão de Mano Menezes agora é ainda mais ingrata, já que o novo técnico deve começar praticamente tudo do zero.

“Depois de duas derrotas, uma renovação é quase obrigatória para o treinador. Um novo ciclo sempre se abre quando você perde”.

Por isso, a estreia da nova seleção brasileira na vitória por 2 a 0 sobre os Estados Unidos foi vista com bons olhos por Parreira.

“Gostei das novas caras, dos novos jogadores. Não nos falta qualidade. O Brasil é o melhor país para renovações. Agora temos que dar a estes jovens preparo e experiência antes da Copa”, disse o treinador, que, no entanto, diz que há espaço ainda para jogadores da Copa de 2010, como Kaká, Robinho, Daniel Alves, Ramires e Thiago Silva.

Outra dificuldade a ser superada, segundo Parreira, será conseguir uma sequência de jogos competitivos, já que o Brasil, como anfitrião, está automaticamente classificado para a Copa e não disputará, portanto, as eliminatórias.

“A CBF terá de preparar uma boa lista de amistosos contra adversários fortes até 2014. É importante também jogar mais partidas no Brasil e para isso a CBF terá de trabalhar duro e negociar muito. Eles têm que já começar a sentir o clima”, finaliza Parreira, sublinhando também a importância de um bom engajamento na Copa América de 2011, na Argentina, e na Copa das Confederações, em 2013, no Brasil.

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