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Ricardo Nogueira/Folhapress

Técnico Adilson Batista e seu inseparável cronômetro no treino do Corinthians

02/09/2010 - 07h00

No 1º mês de Corinthians, Adilson abusa do cronômetro e já impõe seu estilo

Renan Prates
Em São Paulo

O primeiro ‘teste’ dele foi logo no clássico, com um resultado médio no dia 1º de agosto: 1 a 1 contra o Palmeiras. Um mês depois, o técnico Adílson Batista, que tem por mania usar muito o cronômetro, já conseguiu impor seu estilo técnico e tático ao Corinthians.

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  • Fabio Braga/Folhapress

    Depois de lotar o Anhangabaú para celebrar a chegada do Centenário, a torcida do Corinthians compareceu no bairro do Bom Retiro, na capital paulista, para dar sequência aos festejos. O local escolhido desta vez foi o mesmo em que o clube alvinegro foi fundado e, às 19h10, a comemoração terá seu ponto alto e dará início a uma caminhada até o Parque São Jorge, para um abraço simbólico.

O desafio dele na sua chegada foi difícil, não pela posição em que o Corinthians se encontrava (era o líder do campeonato), mas sim pela ‘inglória’ missão de dar prosseguimento ao legado de sucesso deixado pelo antecessor Mano Menezes, que foi para a seleção brasileira com um Paulistão, uma Copa do Brasil e uma Série B no currículo.

Adílson não tem o estilo popular de Mano Menezes, nem faz uso das mídias sociais (Twitter, site oficial) para se comunicar com os torcedores. Mas tem por característica a sua obstinação em estudar táticas.

E foi justamente no aspecto tático que Adílson já conseguiu dar a sua ‘cara’ ao Corinthians. O treinador avançou Elias, antes volante com Mano, para a função de meia, assim como fez com Ramires quando ambos estavam no Cruzeiro. E mais uma vez a experiência foi bem sucedida, pois o corintiano já fez três gols após a chegada do treinador.

Outra mudança notada foi a liberdade que os laterais receberam para jogar em outras partes do campo. Com Adilson, Alessandro e Roberto Carlos são vistos constantemente no meio, e até na outra lateral.

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“É bem nítida a diferença. O Adílson tem ideia um pouco diferente da do Mano taticamente. A participação dos laterais ofensivamente é maior. Não que o Mano não dava liberdade, mas ele nunca deixava de dar responsabilidade que fazia o lateral se preocupar um pouco mais. Agora temos mais liberdade”, explicou Alessandro.

O treinador já mostrou para os jogadores algumas manias. Uma delas foi ‘denunciada’ por Elias: a obsessão em fazer com que o Corinthians consiga trocar passes de forma mais rápida. E, para isso, Adilson usa um companheiro inseparável: o cronômetro.

“O Adilson cobra muito no treino para que a gente finalize rápido. Construa a jogada rápida para finalizar. Tem vezes que ele marca quanto tempo a gente leva para chegar no gol. Então ele cobra muito isso da gente”.

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