UOL Esporte Futebol
 
02/12/2010 - 06h00

Conheça mais sobre os países candidatos a sede das Copas de 2018 e 2022

Do UOL Esporte
Em São Paulo

Bélgica/Holanda, Espanha/Portugal, Inglaterra e Rússia estão no páreo para receberem a Copa do Mundo de 2018. Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão e Qatar brigam por 2022. Confira abaixo quais as chances e as características de cada uma das candidaturas, que terão seus destinos definidos nesta quinta-feira. 

CONFIRA AS INFORMAÇÕES SOBRE TODAS AS CANDIDATAS A SEDE EM 2018

BÉLGICA/HOLANDA

Bob Edme/AP Photo
Status: Já fizeram a Eurocopa de 2000 juntos e mostraram entrosamento. Não foram afetadas pelos escândalos de corrupção, mas nunca estiveram no posto de favoritas, até pelo mercado diminuto que representam. A grande chance pode estar em Platini, presidente da Uefa, que gostou da proposta de Holanda e Bélgica.

Embaixadores: Ruud Gullit (foto) e Jean-Marie Pfaff (ex-atletas).

Curiosidades: Os governos dos dois países já se disseram contrários à influência da Fifa na organização do evento, e não decidiram se bancarão todo o evento.
ESPANHA/PORTUGAL

Divulgação/Inter
Status: A dupla ibérica tem bons estádios, mas também foi muito afetada pela crise econômica. A aversão de Blatter a candidaturas-conjuntas pode pesar tanto quanto a tradição dos dois países no futebol. A América do Sul (três votos) já deu a entender que apoiará os ibéricos.

Embaixadores: Cristiano Ronaldo, José Mourinho, Raúl e Figo (foto).

Curiosidades: Espanha foi acusada pelo ex-presidente da candidatura inglesa de trocar apoio à Rússia por ajuda na compra de juízes na Copa de 2010, que venceu.
INGLATERRA

Matthew Childs/Reuters
Status: Tem futebol desenvolvido, infra-estrutura quase pronta e foi muito elogiada por Sepp Blatter recentemente. Só que, no pleito, trocou farpas com a Rússia, viu o presidente da candidatura atacar a Espanha e ainda sofre com a repercussão das acusações da BBC, que na última segunda levantou suspeitas sobre dirigentes da Fifa.

Embaixadores: David Beckham (foto) e príncipe William.

Curiosidades: Geoff Thompson, inglês que compõe o Comitê da Fifa, enviou uma carta aos outros membros pedindo para que eles não associassem as críticas da mídia local à candidatura britânica.
RÚSSIA

Fabrice Coffrin/AFP
Status: Tem força política e vê o futebol crescer no país, mas sofreu muito com a crise econômica. Era vista como favorita, mas Vladimir Putin, primeiro-ministro e padrinho da candidatura, desistiu de comparecer à cerimônia e pode perder espaço.

Embaixadores: Andrey Arshavin, Roman Abramovich (dono do Chelsea) e Dasaev (ex-goleiro da União Soviética).

Curiosidades: É o projeto mais caro. O chefe do Comitê chegou a falar em US$ 500 bilhões em investimentos totais. Os atrasos para os Jogos de Inverno de 2014, no entanto, servem de alerta.

CONFIRA AS INFORMAÇÕES SOBRE TODAS AS CANDIDATAS A SEDE EM 2022

AUSTRÁLIA

Christian Hartmann/Reuters
Status: Aposta no ineditismo de uma Copa na Oceania e turbinou a candidatura com estrelas cinematográficas. Perdeu um voto certo com a suspensão de Reynald Temarii, do Taiti, e é vista como azarão por muitos, apesar de ter atrativos turísticos e infra-estrutura.

Embaixadores: Elle McPherson (foto), John Travolta, Hugh Jackman e Ian Thorpe.

Curiosidades: Liga de Rúgbi não está disposta a ceder seus estádios (que seriam usados na Copa) e quer uma compensação pela possível perda.
COREIA DO SUL

Ap Photo/Anja Niedringhaus
Status: Aposta na infra-estrutura de 2002, mas tem poucas chances no pleito. Com os votos da Ásia divididos, chegou a usar uma possível integração com a Coreia do Norte como trunfo. A troca de ataques recente entre os vizinhos, no entanto, fez o projeto naufragar.

Embaixadores: Park Ji-Sung.

Curiosidades: : Desde o início do pleito, diversos boatos apontaram a candidatura sul-coreana como uma forma de “sabotagem” à tentativa japonesa, já que a concorrência dividiria os votos da região.
EUA

Philippe Desmaze/AFP
Status: Sucesso de público da última Copa animou os norte-americanos, que prometem usar o melhor de sua infra-estrutura na competição. País deve trocar apoio com a candidatura inglesa, que almeja 2018, e é tido como um dos favoritos.

Embaixadores: Morgan Freeman (foto), Bill Clinton e Miley Cirus.

Curiosidades: Em meio a uma crise diplomática, os EUA não devem contar com a presença de Barack Obama, que foi a Copenhague em 2009 e perdeu os Jogos Olímpicos de 2016 para o Rio de Janeiro.
JAPÃO

Steffen Schmidt/Ap Photo
Status: Perdeu a disputa pelos Jogos Olímpicos de 2016, com Tóquio, e mais uma vez pode esbarrar na falta de apelo popular. A divisão dos votos dentro da Ásia (tem disputa fraterna com Coreia do Sul e Qatar) também não deve ajudar na eleição. Em compensação, conta com estádios prontos e não foi tão afetado pela crise.

Embaixadores: Patrick Mboma (ex-jogador camaronês).

Curiosidades: Para atrair a atenção do público jovem e do seu próprio país, a candidatura japonesa alçou o desenho Astro Boy à condição de embaixador do projeto.
QATAR

EFE/Steffen Schmidt
Status: Ganhou força nos últimos tempos, mas esbarra no forte calor da região, na necessidade de construir todos os estádios e no fato de estar cravado no Oriente Médio. Em resposta, promete uma Copa verde, mas diz que instalará ar-condicionado de energia solar nos locais de jogos. A pujança financeira da região explicaria os investimentos.

Embaixadores: Zidane (foto) e Ronald de Boer

Curiosidades: País promete esquecer imbróglio de diplomacia com Israel (o Qatar não reconhece o Estado judeu) e liberar álcool durante o evento.

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