Topo

Futebol


Estável graças a Lucas, SP opta por ser 'tímido' no mercado de jogadores

Leonardo Soares/UOL
Lucas foi vendido por R$ 117 milhões ao Paris Saint-Germain no fim do ano passado Imagem: Leonardo Soares/UOL

Guilherme Palenzuela

Do UOL, em São Paulo

2013-08-28T06:00:00

28/08/2013 06h00

O São Paulo tinha estabilidade financeira para fazer qualquer tipo de contratação durante a última janela de transferências. A diretoria não investiu no elenco por opção. Havia dinheiro e crédito. O clube ficou com cerca de R$ 87 milhões após a venda do meia Lucas ao Paris Saint-Germain (FRA). Usou 70% do valor para quitar dívidas e decidiu não investir alto em reforços mesmo com caixa confortável.

O destino dado à verba recebida em janeiro por Lucas é discriminado pela diretoria do São Paulo. Três empréstimos de capital de giro com o BMG foram liquidados: um com vencimento em janeiro de 2014, de R$ 2,4 milhões, e dois com vencimento em março de 2014, de R$ 12,9 milhões e R$ 8,7 milhões. Os débitos em conta corrente garantida com Bradesco (R$ 10,4 milhões), Itaú (R$ 12,1 milhões), Rendimento (R$ 10 milhões) e Industrial e Comercial (R$ 5 milhões) também foram liquidados. 
 
Essas quantias totalizam R$ 61,5 milhões. Ao caixa do clube, em janeiro, sobraram R$ 25,5 milhões. Segundo a diretoria do São Paulo, a verba foi sendo usada para operações menores. Atualmente, o montante é consideravelmente inferior. 
 
Isso não impediria, no entanto, que o São Paulo tivesse investido alto em reforços após a queda na Copa Libertadores. O esforço do clube em se tornar financeiramente saudável, com o pagamento de dívidas, deu flexibilidade para um endividamento e crédito com instituições financeiras.  
 
Por isso, o fato de ter quitado empréstimos de curto prazo não impede que o São Paulo contrate. Mesmo com os R$ 61,5 milhões gastos, existe a possibilidade de se endividar novamente. E, dessa vez, com taxas menores, dado o bom momento financeiro do clube. A explicação do departamento de futebol para não ter investido em reforços foi apenas a escassez de opções no mercado de transferências. 
 
Em 2013, o São Paulo só fez contratações baratas. Principal reforço do ano e hoje afastado, o zagueiro Lúcio chegou ao clube em transferência sem custos após rescindir com a Juventus (ITA). Depois do Paulistão, Roni e Caramelo, do Mogi Mirim, e Silvinho e Reinaldo, do Penapolense, reforçaram o elenco. Todos em negociações menos expressivas. 
 
E a política não deverá mudar. Mesmo na 18ª posição na tabela de classificação do Brasileirão, o São Paulo não pensa em grandes contratações agora.  “Nós não temos mais nenhuma perspectiva de contratar agora, até pelas dificuldades que o momento impõe, sem opções aqui no Brasil e com janela internacional fechada. A perspectiva é praticamente nula, embora a gente esteja atento”, disse o vice-presidente de futebol João Paulo de Jesus Lopes, na manhã desta terça-feira, no CT da Barra Funda.
 

Mais Futebol