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Marcos Assunção recebe aumento salarial sem jogar e gera protesto no Santos

Divulgação/SantosFC
Volante completa oito meses de clube e só defendeu o time em dez oportunidades Imagem: Divulgação/SantosFC

Samir Carvalho

Do UOL, em Santos (SP)

2013-09-11T06:00:00

11/09/2013 06h00

O volante Marcos Assunção completa oito meses de clube nesta semana. Nesse período, o atleta de 37 anos só atuou dez partidas e não marcou nenhum gol. A contratação do veterano lidera a lista de protestos de torcedores, conselheiros e até dirigentes do Santos. Isso porque o custo para manter o jogador não é baixo.

Assunção tem um dos salários mais altos do elenco. Além disso, o UOL Esporte apurou que o contrato firmado entre o volante e a diretoria santista previa um reajuste de 10% do final do mês passado, o que foi concedido ao atleta mesmo com as poucas atuações com a camisa alvinegra.

O conselheiro Celso Leite, um dos mais influentes do clube, pediu licença do Conselho Deliberativo do Santos até o dia 1º de janeiro de 2014. A iniciativa, que conta com o apoio de outros conselheiros, é uma forma de protesto contra a diretoria santista. Leite, inclusive, faz questão de dizer que a contratação de Assunção é um dos motivos de seu protesto.

“O responsável pela contratação deveria ser expulso do quadro associativo do Santos e ainda devolver o montante para o clube. Ele (Assunção) está recebendo seus trocos, sem  fazer questão de jogar. Esse camarada que deu o aval para a contratação, independente de quem seja: presidente, vice, integrante do Comitê Gestor, deveria ser expulso do clube. Esse é um dos motivos que eu pedi o afastamento do conselho”, afirmou Celso Leite.

O contrato de Marcos Assunção também já gerou muitas discussões entre os integrantes do Comitê Gestor do Santos. No entanto, os dirigentes que ‘brigaram’ pela contratação do atleta no início do ano, alegam que o volante estava valorizado devido a sua boa passagem pelo Palmeiras nos últimos anos.

Por conta disso, Assunção recusou um contrato de produtividade e conseguiu um dos ordenados mais altos do elenco. O pedido inicial do atleta era ainda maior, mas ele aceitou reduzir o valor, desde que o acréscimo de 10% no inicio do segundo semestre fosse firmado em contrato.

Apesar de ter sido preterido por Muricy Ramalho no primeiro semestre e ter recebido poucas oportunidades com Claudinei Oliveira, o grande problema de Assunção foi o excesso de lesões. Atualmente, o veterano realiza trabalho de fisioterapia no Cepraf (Centro de Excelência na Preparação dos Atletas de Futebol), já que sofre com dores no joelho esquerdo.

O UOL Esporte entrou em contato com a diretoria do Santos nesta terça-feira para esclarecer o assunto, mas não teve suas ligações atendidas.

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