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Barthez ajuda time de cidade de 650 habitantes a fazer história na França

Divulgação/Site oficial
Jerome Ducros (esq.) e Fabien Barthez (dir.), os chefões do US Luzenac Imagem: Divulgação/Site oficial

Do UOL, em São Paulo

2014-04-29T06:00:00

29/04/2014 06h00

Um time consegue o acesso inédito e inesperado à segunda divisão da França, feito que merece muita comemoração por parte dos torcedores em qualquer lugar do mundo. Mas a festa é pequena demais. Estranho? Seria, se esse time não fosse de uma cidade que possui apenas 649 habitantes e sequer pode jogar em seu estádio, muito pequeno.

Por trás desse cenário de miudezas está um grande nome do futebol mundial: Fabien Barthez, o goleiro campeão da Copa do Mundo de 1998 pela França, algoz do Brasil na final. O ex-jogador francês é o principal responsável pela classificação histórica do menor time a conseguir tal feito.

Barthez é presidente de honra do US Luzenac, equipe que disputará a segunda divisão do Francês na próxima temporada e fica na cidade de mesmo nome, na região de Ariège e perto de Lavelanet, terra do ex-goleiro.

Foi ele quem usou seu nome e sua influência para atrair jogadores dispensados ou encostados em times da primeira e segunda divisões. Deu certo. Liderado por seu “Samuel Eto’o genérico”, o camaronês Ande N’doh, artilheiro com 21 gols, o Luzenac se prepara agora para um novo cenário.

A equipe vai continuar jogando fora de sua cidade. E isso não será novidade. Durante a campanha pela terceira divisão, o Luzenac foi forçado pela federação francesa a deixar o estádio local, o Stade Paul Fédou. Com uma pequena arquibancada, sua capacidade era de apenas 1,6 mil lugares, ou quase três vezes a população da vila.

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O time de Barthez precisou deixar o acanhado Stade Paul Fédou, de uma arquibancada e 1,6 mil lugares Imagem: Divulgação/Site oficial
O acesso foi garantido no Stade Jean-Noël-Fondere, para 3 mil pessoas e localizado nas proximidades de Luzenac. Mas o estádio não tem capacidade para a segunda divisão e o Luzenac alega que não terá tempo de ampliá-lo. O clube ainda busca uma solução.

 O Luzenac é de propriedade de um empresário do ramo imobiliário. Ele dá todo o crédito ao trabalho de Barthez e confia no goleiro para sonhar mais alto.

“Esse ano foi resultado de uma seleção cuidadosa feita pelo Barthez, com base no aspecto técnico e humano. Podemos continuar sonhando. Reforçaremos o time e começaremos a sonhar com uma final da Copa da Liga Francesa”, disse Jerome Ducros, dono da equipe.

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