Gremista comparece a depoimento sobre injúria racial, mas mantém silêncio

Do UOL, em Porto Alegre

O torcedor do Grêmio, Fernando Ascal, que havia faltado o depoimento na 4ª Delegacia de Polícia na segunda-feira, compareceu nesta terça mas optou por não falar nada. Segundo o comissário Lindomar Souza, ele argumentou que só falará em juízo.

Ascal já havia se manifestado na última semana. Mas alguns pontos do depoimento não ficaram bem esclarecidos, por isso ele foi chamado para falar novamente. Na segunda-feira, faltou o depoimento e nesta terça optou por não dizer nada.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul já ouviu 11 pessoas no caso e se vê em condições de indiciar ao menos 5 ao fim da investigação, que já está em fase final. Todos são acusados de injúria racial, crime para o qual está prevista pena de 1 a 3 anos de detenção, que pode ser revertida em fiança.

Patrícia Moreira fala novamente

A torcedora Patrícia Moreira, de 23 anos, voltou a se manifestar nesta terça. Nos estúdios do programa Encontro com Fátima Bernardes, ela chorou novamente, pediu desculpas e disse que aprendeu com o ocorrido no último dia 28, quando foi flagrada pelas câmeras de transmissão da partida entre Grêmio e Santos pela Copa do Brasil chamando o goleiro Aranha de 'macaco'.

 "Aprendi a respeitar o próximo. Não ser 'Maria vai com as outras'. A importância da família, quem é meu amigo e quem não é... Meu comportamento vai mudar", afirmou quando questionada sobre a repercussão dos atos nas arquibancadas da Arena do Grêmio.

Enquanto isso, o Grêmio foi punido em julgamento no STJD com a exclusão da Copa do Brasil e pagamento de multa de R$ 54 mil. No entanto, o clube recorreu da pena e terá novo julgamento, agora no Pleno, no dia 19.

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