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Meia do Fla faz oito refeições ao dia, ganha 11kg de massa e conquista Luxa

Vinicius Castro

Do UOL, no Rio de Janeiro

2014-10-17T06:10:00

17/10/2014 06h10

Gabriel se transformou em um dos amuletos do técnico Vanderlei Luxemburgo no Flamengo. Responsável direito pela classificação rubro-negra às semifinais da Copa do Brasil, o jogador ganhou espaço e conquistou o comandante. Mas o franzino meia que chegou do Bahia no início de 2013 demorou para despontar na Gávea e passou por um trabalho especial de preparação física e nutrição.

O planejamento rendeu 11 quilos de massa muscular. Característica do atleta, a velocidade foi beneficiada e até a recuperação física tornou-se mais rápida. Gabriel tardou a resolver o problema depois das falhas no começo da carreira. Agora, tira força das oito refeições diárias para se manter entre os preferidos de Luxa até o final da temporada.

“O Gabriel sempre foi muito determinado. Fizemos um trabalho nutricional e de preparação física com muita intensidade. Ele ganhou quase 11 quilos de massa muscular. O mais importante na parte alimentar é a boa distribuição. Frutas, cereais, verduras, suplementos. Ele faz oito refeições por dia para não ficar longos períodos sem se alimentar e correr o risco de perder massa muscular”, explicou o nutricionista do Flamengo, Leonardo Acro.

“Quando você tem uma boa alimentação reduz o índice de lesão e também se recupera mais rápido. O Gabriel já passou por cirurgia no nariz, boca e teve algumas complicações. Ele também aumentou o percentual de gordura e está condicionado da forma que sempre idealizamos no Flamengo”, completou.

Gabriel disputou 84 jogos com a camisa do Flamengo e marcou dez gols. Com a fratura sofrida na face por Alecsandro, a tendência é a de que o meia ocupe definitivamente uma vaga entre os titulares. O gol na vitória por 1 a 0 sobre o América-RN, quando o camisa 17 iniciou a jogada e apareceu na área para concluir, se transformou em exemplo do trabalho desenvolvido pela comissão técnica do Rubro-negro.

“A explosão muscular é fundamental. Uma coisa é correr em linha reta. Quando o trabalho é bem feito com a preparação física, o jogador não se sente como um robô. A agilidade dele vai continuar. O importante é desempenhar as funções, como fez no último jogo. Temos base nos atletas da NBA. São grandes e têm habilidade. São esportes diferentes, mas o trabalho é direcionado nesse sentido”, encerrou Acro.

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