Cruzeiro não sente falta de patrocínio. O que permite esse luxo ao clube?

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

  • AP Photo/Natacha Pisarenko

    Uniforme do Cruzeiro, vestido por Leandro Damião, não tem patrocínio máster em 2015

    Uniforme do Cruzeiro, vestido por Leandro Damião, não tem patrocínio máster em 2015

Depois de cinco temporadas consecutivas com o patrocínio máster do Banco BMG, o Cruzeiro tem dificuldades para encontrar um parceiro que desembolse o pretendido pela diretoria. A ausência de uma companhia para estampar a região central do uniforme, entretanto, não é um problema para a cúpula, que encontra outras formas de faturar. A comercialização de ingressos, o programa Sócio do Futebol e o incremento na venda de camisas minimizam o impacto causado pela ausência de um patrocinador.

O clube arrecada com bilheteria e o programa Sócio do Futebol, o qual tem 70.867 inscritos até o fechamento deste texto, cerca de R$ 8 milhões mensais, conforme apurado pelo UOL Esporte, o que equivale a uma receita de quase R$ 96 milhões por ano. A boa campanha na Copa Libertadores da América pode fazer com que essa média aumente e a agremiação tenha um lucro ainda maior nas partidas de volta das quartas de final e em caso de classificação para a semifinal.

"A verdade é que as receitas de bilheteria e do programa Sócio do Futebol são muito superiores ao que o clube receberia com um patrocínio máster. É óbvio que faz falta, mas pensando em valores, esses números são bem maiores. O patrocínio máster representa 6% da receita anual do clube mais ou menos", afirmou o diretor comercial Robson Pires à reportagem.

Outro ponto que ameniza, mesmo que de forma menos impactante, a ausência de um parceiro para estampar a maior parte do uniforme é a comercialização de camisas, que em apenas um semestre de 2015 atingiu quase o mesmo número do ano passado.

"Para você ter ideia do crescimento da venda de camisas, vamos fechar os primeiros seis meses de 2015 com aproximadamente 190 mil camisas comercializadas. O número é muito próximo do que conseguimos em 2014. No ano passado, foram vendidas 220 mil camisas do clube. Mas essa não é uma fonte de receita tão grande", relatou o dirigente.

O Cruzeiro recebe 17% de royalties sobre cada item comercializado. O clube, portanto, arrecadou R$ 6,5 milhões no seis primeiros meses de 2015, o que representa uma receita superior a R$ 1 milhão mensal.

Para se ter ideia da importância de todos esses números, no ano passado, o Cruzeiro lucrava R$ 15 milhões anuais com a parceria firmada com o Banco BMG, o que representava R$ 1,25 milhão a cada 30 dias.

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