'Estilo europeu' leva Inter a contratar atacante que só jogou na Itália

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • Maurizio Lagana/Getty Images

    Adriano Louzada trocou o Reggina, da Itália, pelo Internacional e atuará no time B

    Adriano Louzada trocou o Reggina, da Itália, pelo Internacional e atuará no time B

O Internacional aprovou o jovem atacante Adriano Louzada, de 21 anos, Após testes no time B em treinamentos no CT de Alvorada, o jogador assinará contrato definitivo com o clube brasileiro. Se o rendimento continuar positivo nos times inferiores, ele deverá ser aproveitado na equipe principal. Será a primeira oportunidade do atleta em um clube nacional. 

Adriano é natural de Anchieta, no Espírito Santo. Aos 14 anos, trocou os gramados do Rio de Janeiro, onde atuava de forma amadora pelo Campo Grande, para tentar a sorte no Reggina, da Itália. Foi levado por um olheiro da equipe que observou sua atuação em torneios infantis. Ganhou dupla nacionalidade e lá permaneceu em todo processo de formação. 
 
Ganhou, com isso, características de um jogador europeu. A percepção tática e disponibilidade para marcar, mesmo sendo homem de frente, agradaram logo nos primeiros testes no Internacional, em meados de outubro passado. O novo vínculo ainda não tem tempo definido e será oficializado no começo da temporada. 
 
No Reggina, Adriano subiu ao profissional definitivamente em 2012, quando tinha 18 anos. Ele disputou poucos jogos, mas já despertou interesse de clubes como Napoli e Siena. Virou titular definitivamente na temporada 2014/2015, quando fez dois gols em 25 jogos. Ao fim do vínculo com o clube, que disputa a Lega Pro (correspondente à Série C) na Itália, chegou ao Inter e acabou aceito. 
 
As principais características do atleta são a velocidade e a capacidade técnica. Atacante de lado, pode atuar também como meia no 4-2-3-1. O rendimento neste ano na equipe B é que pode significar alguma chance no time de cima em sua primeira jornada profissional no país. 
 
A contratação reforça o plano do Internacional de observar mercados pouco explorados nas categorias de base. Países sul-americanos, europeus e até asiáticos recebem observadores do clube vermelho em busca de atletas que possam ter a mesma trajetória de Adriano. E quem sabe completá-la atuando no principal. 

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