De onde o Flu conseguiu tanto dinheiro para brilhar no mercado da bola?

Bernardo Gentile

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Nelson Perez/Fluminense FC

    Gérson e Kenedi geraram R$ 63,4 milhões aos cofres do Fluminense em 2015

    Gérson e Kenedi geraram R$ 63,4 milhões aos cofres do Fluminense em 2015

Não há dúvida: o Fluminense foi um dos clubes mais ousados neste mercado da bola. As contratações de Diego Souza, Henrique e Richarlison fizeram a diretoria abrir os cofres e gastar uma grana considerável. No total, o clube gastou R$ 21,1 milhões até o momento. Mas de onde o Tricolor conseguiu tanto dinheiro?

Em grande parte, essa pergunta é respondida com a venda das joias de Xerém. Gerson é o maior exemplo já que foi negociado com a Roma por 16 milhões de euros (R$ 71,6 milhões). Kenedy rendeu números inferiores, mas também foi responsável por encher os cofres do Flu. Vendido a um grupo de investidores, que o repassaram para o Chelsea, custou US$ 10 milhões (cerca de R$ 32 milhões).

Nessas duas transações, o Fluminense ficou com R$ 63,4 milhões, já que tinha 70% dos direitos econômicos de Gérson e 42% dos de Kenedy, lucrando R$ 50 milhões e R$ 13,4, respectivamente. Com situação financeira estável, o Tricolor se viu em condições de utilizar parte do dinheiro em contratações.

Isso porque o centro de treinamento das categorias de base já funciona a pleno vapor. Já o dos profissionais está sendo construído na Barra da Tijuca através de uma parceria. Com relação a patrocinadores, o Fluminense tem acordo encaminhado com Caixa Econômica Federal - já tem até conta corrente aberta e aguarda pequenos detalhes para oficializar a nova parceria.

O dinheiro de Gérson, para ser mais exato, será pago pela Roma em  parcelas. O Fluminense, porém, acertou um empréstimo como uma forma de antecipar a verba. Assim, quando o time italiano efetuar o pagamento, a quantia será diretamente repassada para pagar a dívida criada. Além disso, o Tricolor recebeu luvas por ter assinado com Dry World - o valor não foi divulgado.

Assim, o Fluminense se viu no mercado da bola com dinheiro vivo nas mãos e pode escolher os jogadores na vitrine. O principal reforço foi Diego Souza e, curiosamente, o que teve menor custo entre as principais contratações. O Tricolor pagou 600 mil euros (R$ 2,5 milhões) ao Metalist-UCR.

Em ordem de custo, o Fluminense superou a concorrência do Flamengo, que esperava um investido comprar os direitos do zagueiro para repassar ao clube da Gávea. O Tricolor foi direto no Napoli, fez uma proposta oficial de 2 milhões de euros (R$ 8,6 milhões) e levou a melhor.

O mais caro foi o jovem Richarlison, do América-MG. Após ser considerado a revelação da Série B, o jovem de 18 anos entrou na mira do Fluminense, que desembolsou R$ 10 milhões por 50% dos direitos econômicos do atleta. Chega para disputar posição com Marcos Júnior e Osvaldo para ser companheiro de Fred.

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