Com promessa, Flu lucra mais do que Corinthians ganhará após debandada

Bernardo Gentile e Dassler Marques

Do UOL, no Rio de Janeiro

Renato Augusto, Jadson, Vagner Love, Cássio e Ralf deixaram o Corinthians em busca de grana no exterior. Enquanto os jogadores ficaram com os bolsos cheios, o Alvinegro não lucrou tanto assim. Os cinco atletas, juntos, renderam R$ 41,5 milhões ao time paulista. O valor é inferior ao que Fluminense recebeu por Gerson.

Vendido à Roma por 16 milhões de euros (cerca de R$ 60 milhões), Gerson rendeu R$ 42 milhões ao Fluminense, que tinha 70% dos direitos econômicos do atleta. O dinheiro será recebido em quatro parcelas, divididas até o fim de 2016. Para ter força na montagem do elenco, o Tricolor adiantou parte da verba e pagará a dívida assim que receber do clube italiano.

A quantia recebida pelo Fluminense por Gerson, portanto, é maior do que a de todos os corintianos vendidos neste início do ano. Renato Augusto foi o mais caro das negociações, custando R$ 35 milhões ao Beijing Guoan-CHI. O Alvinegro tinha 50% dos direitos econômicos e levou R$ 17,5 milhões.

Logo em seguida apareceu Jadson, que defenderá o Tiajin Quanjian-CHI. Os chineses desembolsaram R$ 22 milhões. O Corinthians ficou com apenas 30% (R$ 6,6 milhões) do total. Cássio, por sua vez, foi negociado com o Besiktas-TUR, que pagou R$ 15 milhões pelo goleiro. O Alvinegro tinha 60% e ganhou R$ 9 milhões.

Por fim, aparecem Ralf e Vagner Love, únicos jogadores no qual o Corinthians tinha 100% dos direitos econômicos. Para 'azar' do clube, ambos renderam R$ 4,2 milhões, cada, aos cofres. Somando todos os atletas, o Alvinegro ficou com R$ 41,5 milhões.

E a situação do clube não deve mudar para os próximos anos. Isso porque no Corinthians, as principais promessas foram fatiadas e, em caso de negociação nos próximos meses, devem deixar uma porcentagem menor nos cofres do clube.

Titulares no Campeonato Brasileiro 2015, o atacante Malcom (30%) e o lateral esquerdo Guilherme Arana (40%) são os principais exemplos dessa política. Toda a parte restante dos direitos econômicos da dupla está com o empresário Fernando Garcia e os parceiros Thiago Ferro, Guilherme Miranda e Nílson Moura. Maior promessa da base, o meia Matheus Pereira tem só 5% de direitos nas mãos do Corinthians.

Situação diferente da do Fluminense, que conta com a maioria dos direitos econômicos em grande parta das principais joias. É o que ocorre com Marlon e Marcos Júnior, por exemplo. O tricolor tem 60%. Única exceção é Gustavo Scarpa (45%).

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