Mancuello é exemplo de bom negócio fechado no Fla: 'Não vale trocar e-mail'

Vinicius Castro

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Gilvan de Souza/ Flamengo

    Flávio Godinho (frente) conversa com Rodrigo Caetano e Muricy Ramalho no Flamengo

    Flávio Godinho (frente) conversa com Rodrigo Caetano e Muricy Ramalho no Flamengo

Torcedores ansiosos e dirigentes pregando o "erro zero". Este é o panorama do Flamengo na busca para fechar o elenco que irá representá-lo na primeira parte da temporada. A diretoria prioriza a chegada de um zagueiro, descarta a pressa e trata a negociação com o argentino Mancuello como o exemplo a ser seguido.

Embora um número considerável de flamenguistas manifeste nas redes sociais o desejo pela contratação do volante chileno Marcelo Díaz, o comitê de futebol definiu que o alvo principal é um zagueiro para assumir a titularidade incontestável. E a negociação promete não ser das mais simples. O Rubro-negro mapeia o mercado sul-americano e calcula que gastará em torno de R$ 10 milhões na aquisição de um defensor de ponta.

Pelos valores envolvidos e a necessidade de acertar, o vice-presidente de futebol Flávio Godinho deixou claro que o Flamengo não tem pressa no mercado.

"Tínhamos um goleiro, um meia e um zagueiro na lista de prioridades. Goleiro é o Alex Muralha, meia é o Mancuello e ainda vamos buscar um zagueiro. Pode ser que [o prazo] expire na última semana de janeiro ou em fevereiro, até mais além. O fato é que temos um grupo preparado e sintonizado com o técnico. Vamos reforçar o elenco quando chegar a hora. Perdemos um tempo maior na identificação do alvo certo. Só que não podemos errar. Não adianta contratar por contratar. Nem sempre as negociações são rápidas, como não foi a do Mancuello", afirmou.

O meia argentino, que teve 90% dos direitos econômicos comprados ao Independiente-ARG por R$ 12 milhões, é o exemplo a ser seguido na Gávea. As tratativas se arrastaram por semanas e os dirigentes conseguiram o que queriam nas reuniões com os argentinos.

É assim que o Flamengo deseja fechar com o zagueiro escolhido. Negociações por e-mail estão descartadas, assim como a presença no momento decisivo é tratada como imprescindível.

"Sou adepto da negociação olho no olho, cara a cara. Por e-mail não funciona. Se trabalhamos com atletas de outro país, temos que pegar o avião e conversar com eles. É a única forma de esgotar a negociação. O exemplo do Mancuello é latente. No final das contas, o que fez a diferença foi a possibilidade de comprar 90% dos direitos econômicos do atleta. Isso você só consegue ao vivo. Não adianta trocar e-mail. Depois, se necessário, esgotamos os últimos aspectos da negociação por telefone", encerrou Godinho.

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