Fala ou não fala? Tradutor chinês terá saia-justa com palavrões de Luxa

Juliana Alencar e Vanderlei Lima

Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação

O são-paulino Ye Ming, 35 anos, garante que sempre foi fã de Vanderlei Luxemburgo. Contratado como intérprete do técnico no Tianjin Quanjian, time chinês que faz pré-temporada no país, o rapaz prevê, em tom de brincadeira, que a única situação mais difícil com o treinador será traduzir os palavrões desferidos no calor de uma partida.

"É, vai rolar um pouquinho (de palavrão)", diverte-se. "Vanderlei é uma pessoa bem exigente. Então quem está ao lado dele tem que se preocupar em passar a emoção para os jogadores. Tenho que imitar os gestos, traduzir o que ele está falando. É importante para os jogadores entenderem que esse é o jeito dele de trabalhar". 
 
Nascido na China, Ming se mudou para São Paulo com apenas 3 anos, mas nunca deixou para trás o vínculo com o país de origem. Assim, a língua nunca foi um empecilho para ele. "A maior dificuldade é entender a interpretação e passar corretamente para o pessoal, porque o Vanderlei é uma pessoa bastante inteligente. O mais importante é entender o pensamento dele para passar as instruções corretamente". 
 
O intérprete, aliás, foi apresentado a Luxemburgo por uma amiga de sua mãe. Quando soube que ele trabalharia no futebol chinês, logo o indicou para a função. Deu certo. "Fui criado aqui no Brasil desde pequeno, e o Vanderlei era um ídolo. Estar trabalhando com ele é uma honra, e no dia a dia de trabalho eu pude observar que o Vanderlei é uma pessoa muito séria, muito exigente", elogia.   
 
O gosto pelo futebol também ajudou, claro. Hoje, até brinca que vai virar a casaca para agradar o patrão.  "Agora vou ter que virar flamenguista, tem muitos aqui, inclusive o chefe", diz, aos risos, antes de citar o outro são-paulino do staff do time chinês. "Pelo menos agora chegou o Luis Fabiano".
 
Exigente com a qualidade do seu trabalho, Ming admite que só não será tão preciso na tradução caso Luxemburgo resolva direcionar xingamentos ao árbitro ou um assistente em campo.  "Se Deus quiser eu estarei ao lado do Vanderlei em todos os jogos. Agora se ele xingar eu não vou falar, né?  Vou dar uma escapada", diverte-se.

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