Presidente da CBF explica recebimento como anistiado político

Do UOL, em São Paulo

  • Pedro Ivo Almeida/UOL

O presidente interino da CBF, Antônio Carlos Nunes, manifestou-se na noite desta quinta (14), por meio de nota oficial, a respeito da reportagem publicada pela Agência Pública sobre o pagamento mensal que recebe como anistiado, "vítima de ato de exceção de motivação política". O presidente explicou que "o processo transcorreu dentro da legalidade como forma de reconhecimento aos prejuízos sofrido por Nunes no período da ditadura". 

"O Presidente em exercício da CBF, Antônio Carlos Nunes de Lima, afirma que o processo que resultou em sua anistia política transcorreu dentro da mais perfeita legalidade e foi assinado pelo então Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos - jurista consagrado por sua brilhante atuação em defesa da democracia - como forma de reconhecimento aos prejuízos sofridos por ele em relação ao Estado durante aquele período", diz a nota enviada na noite desta quinta.

"Quanto a sua trajetória na hierarquia da Polícia Militar do Pará, Nunes destaca seu orgulho por fazer parte desta instituição centenária tão importante na história do povo paraense e reitera que o fato de ter sido um servidor público exemplar não o coloca como apoiador do Regime Militar vigente à época", completa o comunicado da entidade.

Na reportagem de Lúcio de Castro, é dito que Coronel Nunes foi homem de confiança do regime militar durante os anos da ditadura e que desde 14 de maio de 2013 recebe a quantia mensal de "R$ 14.768,00 da Força Aérea Brasileira (FAB) como anistiado, 'vítima de ato de exceção de motivação política'". Além de ter recebido indenização retroativa de R$ 243.416,25.

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