Lateral ex-Inter e Vasco procura time e detona: "Futebol é sujo"

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

  • Marcelo Sadio/Vasco.com.br

    Nei fica livre no mercado após 28 de janeiro e quer sonha virar treinador no futuro

    Nei fica livre no mercado após 28 de janeiro e quer sonha virar treinador no futuro

Nei está livre no mercado, mas não quer se aposentar. De saída do Vasco, com quem tem contrato até o final de janeiro, o lateral direito analisa ofertas para voltar a atuar em 2016. Segundo o jogador, o novo vínculo deverá ser o último de uma carreira que tem título de Copa Libertadores e Recopa Sul-Americana. Tudo por conta de um 'ambiente sujo' e pelos planos de virar treinador.

Campeão da América com o Internacional em 2010, o lateral direito chegou ao Vasco em 2013 e disputou 27 partidas naquela temporada. No ano seguinte foi afastado do elenco principal e voltou em 2015. Uma lesão no pé impediu que ele tivesse sequência.

"Fisicamente eu poderia ir até os 40 anos jogando, não bebo e me cuido muito, estou sempre treinando. Mas infelizmente, o futebol é muito sujo. Isso vai matando a pessoa. A cabeça vai sendo atrapalhada", disse Nei.

Mesmo que tenha contrato por mais 10 dias, Nei está fora do Vasco. Não treina nas dependências do clube e aguarda a burocracia ser superada para ficar oficialmente livre e aí assinar com um novo clube. O dinheiro não será problema.

"Não estou preocupado com salário, não é isso que vai atrapalhar algo. O meu empresário está bem tranquilo. Quero disputar alguma coisa, quero participar de uma equipe com planejamento. As propostas que tenho são nesse sentido", afirmou. "Estou com 30 anos, não posso errar... Quero fazer um contrato bom, com uma equipe boa e que possa disputar títulos. Coisas de fora (do Brasil) surgiram, mas já descartei", completou.

Apesar de ainda estar atuando como jogador, Nei se mostra chateado com o meio do futebol. Sem citar nomes ou episódios específicos, o lateral reitera que o ambiente não é como se imagina. E até por isto, planeja mudar de posição no futuro.

"O (ambiente) interno do futebol é complicado. O externo é aquilo que todo mundo acha: só festa, glamour. Mas tem muita coisa lá dentro às vezes e poucos sabem. Isso vai saturando, vai cansando o jogador", comentou. "Eu quero ser treinador. Todo mundo sabe do meu desejo, eu leio bastante e consigo me expressar bem. Sempre tive boa leitura tática e no banco, nesses últimos meses, vi de perto. Quando parar, já quero virar auxiliar e ir estudando para ser treinador no futuro", acrescentou.

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

UOL Cursos Online

Todos os cursos