Atacante com fama de talismã não quer saber de meta de gols no Cruzeiro

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Wahington Alves/Light Press

    Jogador reconhece fama de talismã, mas prefere não traçar meta de gols para 2016

    Jogador reconhece fama de talismã, mas prefere não traçar meta de gols para 2016

Contratado neste início de temporada, Rafael Silva mal chegou ao Cruzeiro e já marcou seu primeiro gol com a camisa mineira. Na vitória por 2 a 0 diante do Rio Branco-ES, o atacante anotou o segundo feito celeste em Cariacica, em uma jogada que misturou sorte e bom posicionamento. E por falar em contar com a sorte, Rafael carrega a fama de ser o 'talismã'. Foi assim no Vasco de 2015, depois de marcar gols importantes na temporada passada e despertar o interesse do presidente celeste Gilvan de Pinho Tavares.

Apesar do compromisso e função de marcar gols, Rafael Silva não quer traçar uma meta a ser batida em seu novo clube. A partir desta temporada, o atacante coloca como primeiro objetivo figurar entre os melhores.

"Nunca coloquei metas de gols na minha carreira. Não almejava o Carioca, mas estava na luta. Falei pra minha família, converso com minha esposa e meus irmãos. Falei que nos dois anos de Cruzeiro eu queria estar entre os onze melhores do campeonato. Quero estar dentro disso", comentou o atacante.

Vale lembrar que antes de chamar a atenção no Vasco, Rafael Silva já levantava uma taça de campeonato estadual. Em 2014, o jogador estava naquela equipe do Ituano que superou o Santos nos pênaltis e ganhou o Campeonato Paulista. Depois daquele ano, Rafael se transferiu para o Vasco, onde também venceu o estadual e marcou seu nome nos clássicos.

Na final carioca do ano passado, o atacante marcou o único gol na primeira final contra o Botafogo, já aos 47 minutos. Na partida da volta, voltou a marcar também aos 47 minutos, mas do primeiro tempo, e ajudou o Vasco a vencer mais um jogo (por 2 a 1) e sagrar-se campeão após 12 anos na seca.

No final da temporada, Vasco e Flamengo se encontraram pela Copa do Brasil e Rafael esteve mais uma vez iluminado. No segundo encontro entre as equipes no mata-mata, o time rubro-negro marcou cedo e estava levando a disputa para os pênaltis, mas o jogador entrou aos 35 minutos e balançou as redes dois minutos mais tarde, decretando a classificação cruz-maltina. Sorte?

"Tem uns que falam comigo, com todo respeito pela palavra, sou 'cagão'. Mas tem que estar ali dentro da área no momento certo. Agradeço a Deus por me ajudar", brincou.

No Cruzeiro, Rafael não terá vida fácil. A princípio, o jogador chega para ser a 'sombra' do atacante Willian, titular absoluto e em alta com a torcida.

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